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O que falam por aí

Em nossas navegadas pela internet, descobrimos este blog do talentoso Clóvis Marcelo, que fez esta resenha e vídeo que merecem destaque.

Clóvis, agradecemos a parceria e a iniciativa!!!!

Conheça um pouco mais sobre nossas edições por meio da crítica dos leitores:

Fique por dentro!

Nosso veterano

Continuando a falar sobre os ilustradores que alegram nossas capas, hoje tenho a alegria de colocar nosso bate-papo com Julio Carvalho.Crime_e_castigo

Pode ser experiência ou feeling, mas quando trabalhamos com o Julio ficamos contando os diaspara ver o estudo de ilustração, pois ele sempre nos surpreende.
Costumamos falar que ele é o grande artista da casa. Com o Julio basta dizer três informações básicas sobre a obra para ele maravilhar o editorial com suas ilustrações. Prova disso é o sucesso que as capas de Os miseráveis, Crime e Castigo, Morro dos ventos uivantes (entre outros) está fazendo.
Um pouco do nosso querido Julio:

BATE-PAPO

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Como você considera seu estilo de criação?

No que se refere à ilustração, meu trabalho atual consiste em um traço realista. Porém, tento soltá-lo o máximo que posso, não costumo distorcer demais as proporções do desenho, mas admiro quem o faça com maestria. Gosto muito de utilizar texturas. Às vezes, mais de três texturas diferentes na mesma ilustração, e arrisco afirmar que algumas dessas texturas “falam” mais do que o próprio desenho. Utilizo técnica 100% digital, mas isso não significa que já não tenha trabalhado com técnicas tradicionais e que não possa trabalhar novamente.

Qual foi o maior desafio de criação que você já teve?

Meu maior desafio foi, obviamente, minha primeira capa. O ano era 2004 e tratava-se de um livro juvenil que fazia parte de uma trilogia com a temática fantástica, cheio de magia, criaturas, e coisas do tipo. Por ser meu primeiro trabalho para uma grande editora, havia certa preocupação com a aceitação do público.
Me lembro que li o livro todo em três dias, me atentando a cada detalhe do texto, o que me ajudou a criar uma composição bem interessante para a capa, que teve uma ótima aceitação.
Mas não poderia deixar de citar uma capa que fiz em 2010 para a revista MAC+, cuja ideia do editor era que eu fizesse toda a ilustração desenhada no iPad, com o dedo. Foi um desafio e tanto.

Você só é freela? Indica ser freela para quem quer começar na área de ilustração?

Nunca trabalhei como freelancer em tempo integral. Sou também designer gráfico em uma grande empresa, da qual faço parte há 18 anos e meio. Quanto a ser ilustrador, apesar de exercer a profissão como freela em tempo parcial, considero que o ideal para um ilustrador, no Brasil, ainda é trabalhar sem vínculos empregatícios. Porém, o mais importante, a meu ver, não é o modelo de contratação e sim o sucesso na negociação das remunerações e contratos de licenciamento. Por exemplo, para quem está começando, é natural trabalhar por um preço abaixo do mercado, na esperança de ganhar com a divulgação do próprio nome. Isso é uma armadilha do mercado que pode marcar o profissional para a vida toda, o que não recomendo.

Como foi criar para a editora Martin Claret? Você já trabalhou em diversos títulos que ficaram ótimos…

Há alguns anos tenho colaborado com a Martin Claret ilustrando capas para alguns títulos importantes da literatura. Tem sido recompensador, uma vez que tenho conseguido estabelecer um estilo de traço bastante expressivo, o qual, até onde sei, tem agradado aos editores. Ou não? (risos). Sem contar que também é sempre desafiador tentar criar, por exemplo, uma capa para Os Miseráveis ou O Morro dos Ventos Uivantes diferente de tudo que já foi criado até hoje em tantos anos.

os miseráveis

Julio, você é fera!

Um pouco mais:

twitter.com/juliocecarvalho

juliocesarcarvalho.blogspot.com.br

facebook.com/JuliosArt

Madame Bovary – realismo flaubertiano

NOVA E LINDA EDIÇÃO

Italo Cavino: “Amo Flaubert porque, depois dele, não se pode mais escrever como ele”.

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Flaubert, contrariando toda tendência, coloca a ação de Madame Bovary no presente, em um quadro rural e pequeno burguês no coração da Normandia. Sua heroína é uma mulher mal casada, que, em razão de sua educação romântica, é levada ao adultério e a uma fatalidade. Filha de proprietários rurais abastados, Emma se casa com Charles Bovary, oficial de saúde que havia enviuvado recentemente de uma esposa tirânica, homem medíocre e de espírito provinciano. Educada em um convento, Emma fora marcada profundamente pela leitura de romances sentimentais e adquire uma personalidade sonhadora e romanesca que a faz desejar viver como as heroínas dos livros que lia. A esse mundo fantasioso, opõe-se a aridez de sua vida conjugal e o ambiente provinciano em que vive. Um baile no castelo de Vaubyessard convence-a de que aquele mundo sonhado existe. Começa então o declínio da heroína por não poder viver plenamente as exigências de sua imaginação romanesca: crise nervosa, tédio, misticismo, infidelidade, dívidas, morte. (…)”.

Por prof. Dr. Adalberto Vicente

A OBRA

A importância da obra Madame Bovary é inegável. Costumamos ter conhecimento sobre ela desde nossa tenra idade juvenil e não é por menos que a obra de Flaubert seja até hoje muito estudada.
Madame Bovary foi precursora do Realismo em sua forma densa e subjetiva. Despreocupado com qualquer regra, ou mesmo em causar desconforto ao leitor, Flaubert opta pela minúcia. Não tem como não se envolver com cada sentimento vivido pela protagonista Emma. A personagem e suas frustrações psicológicas ficaram tão marcadas que hoje se fala no termo bovarismo, ao se referir a sentimentos que levam ao desvio da realidade e a autoimagem corrompida, tal qual Emma Bovary.

O PROJETO

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O projeto de Madame Bovary começou há um ano e foi sendo lapidado até adquirir desde excelência no texto até um acabamento visual ideal, que remetesse à obra e ao feminino delicado.
A edição foi contemplada com a ótima tradução de Herculano Villas-Boas e prefaciada pelo professor e doutor em Literatura Francesa Adalberto Luis Vicente, professor da Universidade Estadual Paulista (UNESP).
O formato escolhido foi o 16×23, com capa dura acolchoada e acabamento de luxo, que quer dizer que tem cor especial e hot stamping: o nome dado a esse brilho especial em dourado do título.
Devido Madame Bovary ser um livro que relata a vida de uma pessoa, a ideia do projeto visual deveria remeter a um álbum antigo de fotografia, por isso o livro é semelhante a uma “caixa” e também na abertura do livro há uma imagem de época.
Todos os detalhes de aberturas e cabeçalhos levam-nos a época do realismo francês do século XIX.
Além disso, ainda na parte visual, optamos por tons claros de verde em Pantone e claro, o fitilho que dá o toque especial.
Contamos um pouco da intimidade desse projeto editorial, agora é hora de lermos o segredo polêmico de Emma Bovary. Boa leitura!

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Um pouco de arte

Trabalhar com diversos ilustradores, cada um com seu estilo, dá um gostinho especial para preparar cada projeto de livro.

E pensando nesses artistas que sempre estão colaborando com a gente, iremos abrir um espaço aqui no blog e falar um pouco sobre quem são os autores dessas capas com ilustrações incríveis.

Hoje vou falar um pouco do nosso grande parceiro, que está junto com a Martin Claret desde a reformulação e abraçou todos os projetos conosco.

Weberson Santiago é aquele cara que chega cumprimentado todo mundo e quer entender como funciona cada etapa do livro, podendo assim colaborar 100% com o trabalho… e é assim mesmo. Com ele é tudo rápido e sem burocracia…

Este grande artista, que mora em Mogi das Cruzes, além de ilustrador é professor.

Entre as capas que ele fez para nós estão: Alice no país das maravilhas; Otelo; O tronco do Ipê e muito mais…ele circulou por todos os autores clássicos e transformou o visual do nosso catálogo.

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NOSSO BATE-PAPO

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Como você considera seu estilo de criação?

Quando faço ilustrações para livros o estilo vem em função da história.
Sempre penso em criar uma atmosfera visual para o livro e tomando cuidado
o tempo todo para que a ilustração não atrapalhe ou influencie demais na
narrativa que o autor criou.

Qual foi o maior desafio de criação que você já enfrentou?

Todo livro novo é um desafio. Algumas capas que fiz para a Martin Claret foram muito
desafiadoras por serem clássicos. Alice no país das Maravilhas é sempre um desafio enorme.

Você só é freela? Indica ser freela para quem quer começar na área de ilustração?

Sim, sou freelancer. Também dou aulas na Universidade de Mogi das Cruzes e na Quanta Academia de Artes. Para quem quer ilustrar livros de literatura ser freelancer é a única opção.
O mercado não comporta mais ilustradores trabalhando internamente nas redações e editoras.

Como foi criar para a editora Martin Claret? Você já trabalhou em diversos títulos que ficaram ótimos…

Pra mim sempre foi uma delícia trabalhar para a Martin Claret e tenho muito orgulho de ter feito diversas capas de clássicos. A liberdade e o trânsito livre entre todos os departamentos sempre me deixou muita a vontade, me sinto em casa.

É isso mesmo Weberson, você é de casa!

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O que a gente pensa que está fazendo?

Uma das maiores novidades em que a Editora Martin Claret tem apostado é na inovação dos formatos, acabamento e visual gráfico dos livros. Apostamos e deu certo!

A editora ganhou espaço e se consolidou no mercado com o livro formato bolso (ou pockets), formato do qual tem orgulho de ser pioneira e possuir distribuição nacional. Porém, diante do desafio do mercado, com tantas variedades, arriscamos com formatos maiores, lançando títulos que sabemos serem muito queridos por nós e pelo nosso público leitor.

Com isso, continuamos com os pockets, agora com nova cara, claro! Mas também temos formatos maiores, os: 16×23 e 14×21. Formatos comuns nas livrarias…

E também….

ALICE

Atualizamos as famosas coleções: A obra-prima de cada autor; Série Ouro e iniciamos as coleções: Edições Especiais (capa dura, acabamento de luxo); Coleção de Contos (coleção que apresenta contos de várias culturas e literaturas mundiais. Hoje já temos contos da cultura celta, russa, oriental e muitos outros…); Coleção Irmãs Brontë (visando a necessidade de fomentar a publicação de obras do trio das irmãs e grandes escritoras inglesas: Charlotte Brontë; Emily Brontë e Anne Brontë; estamos lançando traduções novas, com grandes especialistas da área que estão traduzindo, revisando, prefaciando e paparicando, é claro).

PINOQUIO

Por fim, apenas comentei um pouco sobre o que está sendo feito no caldeirão da Editora. Mas há muito mais edições lindas por vir. Fiquem ligados!

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Sem título

Papo de editora

Caro (a) leitor (a) e amigo (a),

O principal objetivo da Editora Martin Claret sempre foi contribuir para a difusão da educação e da cultura, por meio da democratização do livro. Atualmente, as duas palavras de ordem em nosso Editorial são renovar e inovar. Palavras análogas, afins, entretanto, distintas. Renovar, fazer de novo, dar força, revigorar-se. Inovar, fazer algo que não era feito antes. A designação dessas palavras por si só nos contemplaria, mas explicamo-nos.

A partir de agora o empenho do Editorial é repensar e revigorar o que temos feito e o que ainda faremos. A atualização maciça dos nossos catálogos, dos projetos gráficos e das traduções está a todo vapor. Unindo-se a nós nessa empreitada, estão excelentes profissionais da ilustração, revisão, tradução e produção de textos críticos. O empenho em levar um produto de qualidade aos nossos leitores encontra-se presente desde o momento em que pensamos em um título, até o instante em que ele chega da gráfica para nossas mãos.

Almejamos mais que um livro em sua estrutura “capa e miolo”; a leitura de tais edições deve apreender naturalidade e uma nova experiência ao leitor. Deixando, definitivamente, antigos conceitos no passado, que não privilegiavam a boa leitura, estabelecendo então uma nova metodologia e eficiente para as publicações nas quais trabalhamos.

A nossa equipe editorial zela por um produto que tenha em sua essência o esmero e cuidado das boas casas editoriais, conferindo à feitura do livro o refinamento que lhe é básico e peculiar; procurando aprender com os problemas do passado, reconsiderando a gestão do modo de se produzir livros, tendo a concepção, como já observamos, de que o livro é um objeto que ultrapassa as dimensões físicas, tornando-lhe muito maior que o espaço que ocupa numa estante e, principalmente, em nossas mãos.

Com tais propósitos, a missão da Editora Martin Claret é conscientizar e motivar as pessoas a desenvolver e utilizar o seu pleno potencial mental, emocional, espiritual e social, e é um prazer tê-lo conosco nessa nova fase.