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O viajante

Este mês, a Martin Claret lança As viagens, o livro do viajante italiano Marco Polo.

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Cena da série Marco Polo do Netflix

Marco Polo deixou Veneza aos 17 anos de idade, juntamente com seu pai e tio. Os três foram os primeiros viajantes ocidentais a percorrer a Rota da Seda, denominação para uma série de rotas interligadas, usadas no comércio da seda entre o Oriente e a Europa. Na China, eles foram recebidos pelo Imperador mongol Kublai Khan, neto de Gangis Khan e fundador da Dinastia Yuan.

As aventuras de Polo foram documentadas em um livro escrito por ele, porém há controvérsias sobre a veracidade desta obra, muitos duvidam que ela tenha realmente sido escrita por Polo, e outros ainda acham que ele simplesmente narrou histórias que ouvira de outros viajantes.

O fato é que suas narrativas e vida inspiraram uma série de adaptações, livros, filmes ou seriados. A última delas é uma série produzida pelo Netflix. A série retrata os primeiros anos do viajante na corte de Khan.

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Nossa nova edição

 

Autor: Marco Polo
ISBN: 978-85-440-0072-4
Tradutor: Roberto Leal Ferreira
Valor: R$ 19,90
Paginas: 191
Formato: 11,5x18cm

Já disponível na Amazon

 

 

 

 

 

 

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Miolo da nova edição

 

Perrault

Charles Perrault foi um grande escritor e poeta francês do século XVII. Publicou inúmeras obras, mas ficou conhecido por sua coletânea de histórias infantis, Os contos da Mamãe Gansa, que foi publicada em 1697. Perrault criou os contos de fadas dessa coletânea para divertir seus filhos. Já os contos Chapeuzinho Vermelho, A Bela Adormecida, O Gato de Botas e Barba Azul se tratavam de versões modernas de contos populares já esquecidos. Perrault, assim como os irmãos Grimm, os recriou a sua maneira.

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Nossa edição

Neste ano, lançamos uma coletânea de contos deste magnífico autor, Histórias ou contos de outrora. Trata-se de uma adaptação em prosa que o próprio autor fez dos Contos da Mamãe Gansa e de outras narrativas presentes no folclore francês.

As obras de Perrault ficaram muito conhecidas após as adaptações para o cinema dos estúdios Walt Disney. Porém o que poucos sabem, é que esses filmes lançados pela Disney são muito adaptados, a essência dos contos de Perrault está lá, mas as alterações são bem grandes, como até mesmo mudanças de finais.

Duas obras de Perrault se destacaram com adaptações da Disney, Bela adormecida e Cinderela (os contos originais se chamam A bela adormecida no bosque e Cinderela ou o sapatinho de vidro).

O final do conto Cinderela de Perrault é diferente do filme, nele suas meias-irmãs a reconhecem como a mais linda do baile e pedem perdão por todas as vezes que a maltrataram. Cinderela perdoa suas irmãs. Depois, com um lindo vestido, ela é levada ao príncipe, e eles se casam. Sendo tão bondosa, Cinderela convida as duas meias-irmãs a irem ao palácio para casá-las com dois fidalgos.A Bela Adormecida

Na versão da Disney, Cinderela é levada ao encontro do Príncipe e alguns dias depois se casam e vivem felizes para sempre.

As diferenças no conto da Bela Adormecida também são bem evidentes. No conto de Perrault, a bela fica adormecida por 100 anos; quem se chama Aurora é na verdade sua filha com o príncipe e, sua sogra, a rainha-mãe nutre uma grande raiva por ela.

A verdade é que não importa que versão você tenha visto ou lido, esse contos sempre fizeram parte do imaginário infantil e continuam encantando crianças e adultos em todo o mundo.

Bônus:

Malévola-MaleficentLançado em 2014, Malévola é um filme baseado no conto da Bela Adormecida, conta a história de Malévola, a protetora do reino dos Moors. Desde pequena, esta garota com chifres e asas mantém a paz entre dois reinos diferentes, até se apaixonar pelo garoto Stefan. Stefan trai Malévola por conta de seus próprios interesses. Malévola torna-se uma mulher vingativa e amarga e decide amaldiçoar a filha recém-nascida de Stefan, Aurora. Porém, aos poucos, Malévola começa a desenvolver sentimentos de amizade em relação à jovem e pura Aurora.

A Garota da Capa Vermelha, filme lançado em 2011, faz uma adaptação do conto Chapeuzinho Vermelhgarota-da-capa-vermelhao. Quando criança, Valerie era apaixonada por seu melhor amigo Peter. Depois de muito tempo, ainda no vilarejo de Daggerhorn, ela se vê apaixonada pelo lenhador em que ele se transformou. Porém, seus pais a prometeram um casamento com Henry, jovem ferreiro. Peter e Valerie planejam fugir, porém descobrem que a irmã dela foi morta por um lendário lobo que aterroriza a vila há anos. O padre Solomon é chamado para terminar com a ameaça e comunica então que o lobo é na realidade um dos habitantes do vilarejo. A garota então entra num dilema, pois desconfia que alguém que ela conheça seja a fera.

Mulheres além da Era Vitoriana

frases-rainha-vitoria-trechos-de-seus-diarios-3Um tempo marcado pelo reinado de uma mulher forte. Rainha Vitória reinou por 25 anos e teve sua época caracterizada por intensa industrialização e urbanização, em suma, o início de uma mudança social. Nos séculos passados, as pessoas permaneciam onde nasciam, em suas mesmas comunidades, mas isso mudou durante a Era Vitoriana: as pessoas agora podiam sair do campo em busca de uma vida diferente nas cidades.

Os antigos senhores de engenho deram um salto na sociedade, se tornaram membros da nova classe média industrializada, além é claro, dos médicos, dos advogados etc. Esses novos membros dessa nova classe média se viram marcados por valores que os distinguiam da aristocracia, mas também os separava da classe trabalhadora abaixo deles. Essa identidade foi construída sob uma respeitabilidade moral e domesticidade.

O papel da mulher foi central na construção desses valores. O ideal feminino se erguia sob a rotulação da “Missão Feminina”, elas agora eram vistas como as guardiãs da moral, o que significava ser uma mãe, mulher e filha exemplar. A pureza da mulher era a garantia do lar como um “céu”, a fonte da estabilidade social e a proteção de sua família.

O papel da mulher limitava-se aos afazeres domésticos, aos compromissos sociais, organização de bailes. Elas eram lapidadas para se transformarem em verdadeiras damas: aprendiam piano, tinham aula de línguas estrangeiras como o francês e italiano. A vida na cidade era vista como perigosa e, por isso, às mulheres respeitáveis era guardada a santidade do lar, logo a maior parte delas era dona de casa.

Os anos passaram e a revolução industrial se tornou uma realidade cada vez mais estabelecida. Anos mais tarde a primeira guerra mundial se instalaria e os homens que trabalhavam nessas fábricas seriam chamados para servir seu país. Como ficariam a indústria e as famílias que viviam da renda que esses homens produziam? A solução foi inesperada, mas inevitável: as bravas mulheres tomaram os lugares de seus maridos nessas fábricas, foram para sua luta particular, trabalhar e cuidar de seus filhos (muitas fábricas possuíam crianças correndo por seus corredores e também trabalhando).

Foi nesse ponto crucial da história que a libertação feminina começou. Os primeiros movimentos feministas concretos, que exigiam maior participação da mulher na vida pública, nasceram. A guerra serviu como o estopim de um movimento histórico que mudou o papel feminino no mundo.

Muitas de nossas autoras fizeram parte dessa época. Elizabeth Gaskell e as irmãs Brontë são as que, mesmo vivendo na Era Vitoriana, denunciavam a condição feminina em suas obras. Suas personagens são mulheres fortes que questionam a realidade na qual estão inseridas.

Alice no País das Maravilhas: Uma crítica à Inglaterra vitoriana

Embora muitos ainda considerem o livro Alice no País das Maravilhas infantil, ele não é apenas um livro para criança. (A verdade é que é muito difícil classificar um livro como para o público infantojuvenil ou para o público adulto, mas, na data de seu lançamento, seu público principal era o infantil, sem dúvida.) O que talvez a maioria das pessoas não saiba é o porquê desse livro ultrapassar a sua classificação inicial e ter se tornado um clássico da literatura mundial, mais apreciado a cada ano que passa, completando agora 150 anos.

A história de Alice sempre mCharles Dodgsone incomodou. Parecia que havia “algo mais” ali. Esse sentimento me levou a estudá-la, mostrando no meu trabalho de graduação que este livro tem uma mensagem que extrapola o significado da história aparentemente sem muito sentido, com coisas malucas e diálogos que não seguem a estrutura a qual estamos acostumados. Há muito mais em Alice do que uma primeira leitura possa mostrar. Os leitores que quiserem se deter na história narrada de uma menina entediada que vai atrás de um coelho branco e se envolve em uma aventura com personagens extraordinários encontrará em Alice um ótima escolha. Mas aqueles leitores que quiserem ir além das aparências e se aventurarem, de fato, num mundo que tem muito para contar sobre o ser humano e sua condição não se decepcionarão em nada com a história de Lewis Carroll.

Entender Alice é compreender a Inglaterra vitoriana. Em poucas palavras, podemos dizer que era uma época conservadora, de princípios morais rígidos, ao mesmo tempo em que era inovadora no campo tecnológico, o que levou à Revolução Industrial e a mudanças sociais com o aparecimento da burguesia. Nesse cenário, surgiu uma literatura com duas características principais: ou era pedagógica – no sentindo claro de ensinar uma lição ao seu público – ou era moralizante – no sentido de mostrar os problemas sociais que precisavam ser tratados. É desse período Charles Dickens, um dos autores mais importantes da prosa vitoriana, que, por meio de suas obras, criticou grande parte das instituições públicas da Inglaterra.

Olhando para a obra de Lewis Carroll percebemos que ela destoa do que estava sendo produzido por seus contemporâneos. Ela não apresenta nem o caráter pedagógico e muito menos o moralizante. É aí que encontramos a crítica de Carroll à sociedade de seu tempo – em seu livro, sua personagem é livre para escolher a aventura. Alice começa a história entediada; vai atrás do diferente, do interessante, presente no personagem do Coelho Branco (rompendo com os padrões esperados para as crianças vitorianas); enfrenta figuras que representam autoridade (como a Rainha de Copas); volta para a sua realidade e não é punida pela ousadia de se aventurar. Vale lembrar que na sociedade vitoriana a punição era uma realidade constante tanto para crianças quanto para adultos, que tinham um padrão moral puritano alto para ser seguido se quisessem ser cidadãos-modelo do Império Britânico. Esperava-se que a ousadia, o buscar o diferente, fosse punido.

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Lewis Carroll rompe o modelo de literatura praticado em seu tempo não só por meio da sua narrativa que quebra o padrão, como também usando o nonsense, uma crítica ao sentido único, ao racionalismo, àquilo que julgamos ser normal. Carroll nos faz questionar o padrão por meio da linguagem. Daquilo que parece o caos emerge um sentido possível, construído pelo leitor, não imposto a ele. O nonsense representa na linguagem a libertação da opressão de um discurso fixo, monótono, padrão. Além disso, Carroll faz o que era inimaginável para a sua época: uma crítica à Rainha Vitória. A Inglaterra já era uma monarquia parlamentarista, o que significa dizer que era (e ainda é) governada pelo primeiro-ministro e pelo parlamento, sendo a rainha uma figura representativa de poder. A rainha Vitória foi uma soberana muito popular, por isso esse período recebe o nome de vitorianismo. Portanto, fazer críticas diretas à rainha era algo impensável. Mas Carroll faz justamente isso por meio da figura Rainha de Copas, que, dentro do sistema “maluco” que é o País das Maravilhas, quase não tem poder de decisão, como a Rainha Vitória dentro da monarquia parlamentarista. Os seres mágicos a temem, mas as suas ordens de decapitação nunca são cumpridas. E a Rainha de Copas, em vários momentos da narrativa, é chamada apenas de rainha, reforçando a possibilidade de interpretação do termo “Rainha” como se referindo também à rainha Vitória.

Processed with VSCOcam with 6 presetAssim, podemos dizer que Alice não é uma obra escrita com o propósito de moralizar e manipular o leitor, levando-o a acreditar que certo padrão é correto e aceitável, ou que certas atitudes devem ser realizadas. Nesse ponto, notamos claramente a influência do nonsense, que subverte um sentido único e contesta a divisão do mundo em dois lados fixos, instaurando um sentido paralelo, que esconde, atrás da loucura e da irracionalidade, a sua crítica. Por fugir desse padrão moralizante e pedagógico, Alice no País das Maravilhas pode ser lido como uma crítica ao vitorianismo opressor, sendo o nonsense uma crítica à realidade rígida.

É no desvio do modelo e no estranhamento, que traz para o leitor uma nova possibilidade de mundo, que o livro de Carroll é um convite à reflexão. Entre você também nessa aventura e, junto com Alice, descubra um mundo muito mais complexo do que você imaginava!

 

Bruna Perrella Brito trabalha como preparadora de texto no departamento de Literatura Infantojuvenil e Projetos Especiais da editora FTD. É formada em Letras pela Universidade Presbiteriana Mackenzie e cursa especialização em Educação Infantil.

Nova autora na casa

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Pintura retrato de Elizabeth Gaskell

Temos muita felicidade em apresentar aos nossos queridos leitores nossa mais nova autora, Elizabeth Gaskell. Publicar um livro de Gaskell é uma antiga vontade nossa e ainda mais sua magnífica obra, Norte e Sul.

Elizabeth nasceu em 1810 em Chelsea, um condado que ficava nos arredores de Londres. Após perder a mãe com três meses de idade, seu pai, sem ver alternativas, envia a jovem para viver com a sua tia materna em Cheshire.

Sem possuir riquezas ou residência fixa, seu futuro não parecia muito promissor, porém eis que Elizabeth conhece William Gaskell, um ministro da Cross Street Chapel e também escritor e poeta.

Então casada, Gaskell se estabelece em Manchester, uma área industrial que lhe renderia inspiração para seus romances. Após a morte traumática de um de seus filhos, William recomenda à esposa que ela escreva como uma forma de distração. A família muda-se para Plymouth Grove e lá Elizabeth escreve todos os seus livros. Gaskell viveria em Plymouth até o fim de seus dias.

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Elizabeth Gaskell

Gaskell foi uma mulher que conseguiu driblar as adversidades da vida. Saiu da pobreza, superou o trauma de não viver com sua família e casou-se com um homem que a apoiava, o que era muito incomum para a época em que viveu. E novamente, na vida adulta, de uma grande tragédia conseguiu colher bons frutos e se tornar uma escritora admirável.

Norte e Sul é um romance sobre Margaret Hale, uma mulher forte – talvez o próprio retrato de Gaskell – filha de um ministro religioso que se muda para a cidade de Milton, no norte da Inglaterra. Margaret vê o sul, lugar onde nasceu como símbolo do idílio rural, o triunfo da harmonia social e do decoro. Imagem que se contrapõe com o norte e seu ambiente sujo, rude e violento. A protagonista se depara com a difícil realidade da população local, encontra novas amizades e o surgimento de uma crescente atração por John Thornton, dono de uma fábrica têxtil.

Neste romance social, Elizabeth Gaskell tenta demonstrar a vida e os conflitos existentes no norte industrializado no início da Revolução Industrial, através das impressões de uma jovem nascida nas regiões rurais da Inglaterra.

Nós, da Martin Claret temos orgulho de incluir essa maravilhosa mulher em nosso catálogo.

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Nossa edição Norte e Sul

 

Alice e seus 150 anos

IMG_2851Em julho deste ano a grande obra da literatura inglesa, Alice no país das maravilhas, completa 150 anos. Escrita por Charles Lutwidge Dodgson, que ficou conhecido com o pseudônimo Lewis Carroll (o pseudônimo foi criado seguindo uma ordem lógica, Charles traduziu o inglês “Charles Lutwidge” para o latim, formando Ludovicus Carolus e depois este para o inglês, criando Lewis Carroll), romancista, poeta, desenhista, fotógrafo, matemático e reverendo anglicano, um homem a frente de seu tempo. Com inteligência para o campo das humanas e das exatas, Lewis conseguiu dar aulas de matemática em Oxford e escrever as aventuras de Alice.

A história de Alice teve origem em 1862 quando Carroll passeava de barco pelo rio Tâmisa com sua pequena amiga Alice Pleasance Liddell e suas duas irmãs. As três meninas eram filhas do então reitor da Christ Church.

mHvlQPRW30bx8Lk3UxV6si7XYPSEm 1864, Carroll lança um manuscrito chamado As Aventuras de Alice Embaixo da Terra. E apenas mais tarde, quando decidiu publicá-lo em forma de livro, ele mudou a versão original, alterando o título, aumentando de 18 mil palavras para 35 mil e acrescentando cenas como a do Gato de Cheshire e do Chapeleiro. A obra tornou-se um grande sucesso e foi lida por Oscar Wilde, pela rainha Vitória e traduzida para mais de 50 idiomas.

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Cena de Alice au Pays des Merveilles

Esse fenômeno da literatura infanto-juvenil já ganhou inúmeras adaptações para o cinema, a primeira delas é de 1903 e foi dirigida por Cecil Hepworth e Percy Stow. O filme é mudo e em preto e branco, mas conta com alguns efeitos especiais. Em 1949 veio outro filme, uma versão francesa dirigida por Lou Bunin, Alice au pays des merveilles, no entanto, o lançamento dessa versão foi prejudicado, pois logo em seguida, em 1951, o grandioso estúdio Walt Disney Animation lançaria Alice in Wonderland. Essa animação não fez muito sucesso no ano de sua estreia, porém, na década de 1970, ela foi muito mais assistida por conta do seu conteúdo psicodélico. Em 1972, surge um musical, Alice’s Adventures in Wonderland, a produção britânica com 24 canções ganhou o prêmio de Melhor Fotografia no BAFTA Film Award. Em 1982, Meryl Streep estrelou outro musical, esse foi produzido especialmente para a TV e exibido pela NBC, a produção ganhou uma indicação ao prêmio Emmy. Após 1982, muitas outras adaptações surgiram, entre elas uma versão cult produzida na antiga Tchecoslováquia e uma série de TV criada pelo Disney Channel onde Alice é uma estudante que, ao chegar do colégio, atravessa um espelho e cai no País das Maravilhas.

Alice-no-Pais-das-MaravilhasApesar de todas essas adaptações, em 2010, nossa querida Alice ganhou um novo fôlego e novamente estava na tela do cinema. Uma adaptação dirigida por Tim Burton, estrelada por Johnny Depp no papel de Chapeleiro Maluco e a jovem Mia Wasikowska como uma Alice, que já crescida, retorna ao País das Maravilhas. Um filme visualmente lindo, a fotografia beira a perfeição e a maquiagem dos atores está impecável.

Nós lançamos, recentemente, um belíssimo exemplar com as duas principais obras de Lewis Carroll. Confira nos links abaixo:

Livraria Saraiva

Livraria Cultura 

 

Irmãs geniais

Além de Jane Austen, as irmãs Charlotte, Emily e Anne Brontë fazem muito sucesso entre os amantes da literatura inglesa. Com romances recheados de cenários belíssimos, dramas densos e personagens obscuros, as talentosas irmãs conquistaram seu lugar no grupo das grandes escritoras da Era Vitoriana.

As obras mais famosas de Charlotte e Emily, Jane Eyre e O Morro dos Ventos Uivantes respectivamente, ganharam belíssimas adaptações para o cinema.

Jane Eyre (2011)

jane_eyre_2011_1023x682_638694Filme protagonizado por Mia Wasikowska como Jane Eyre e Michael Fassbender como o Sr. Rochester. Conta a história de Jane que, após uma infância triste, resolve se tornar uma governanta. Ela aceita um emprego em Thornfield Hall, e lá conhece o misterioso e frio dono da casa, o Sr. Rochester. Aos poucos, eles se aproximam e Jane começa a sentir algo a mais pelo patrão. A jovem aproveita a recém-descoberta felicidade, mas os segredos de Rochester podem acabar com esse sentimento.

O Morro dos Ventos Uivantes (1992)

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A adaptação mais conhecida do livro, estrelado por Juliette Binoche e Ralph Fiennes nos papéis principais, o filme narra a história de Catherine Earnshaw, que no final do século XVIII, em uma área rural da Inglaterra, se apaixona pelo cigano Heathcliff, seu irmão adotivo. Criados juntos, eles são separados pela morte do pai de Catherine e a crueldade com que Hindley Earnshaw (Jeremy Northam), seu irmão, trata Heathcliff. Quando Heathcliff fica sabendo que ela vai se casar com Edgar Linton (Simon Sheperd), um homem rico e gentil, Heathcliff foge para fazer fortuna, ignorando o fato de que Catherine o ama.

O Morro dos Ventos Uivantes (2009)

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Em 2009, a emissora inglesa ITV estreou uma série dividida em duas partes, e que contava com Tom Hardy como Heathcliff e Charlotte Riley como Catherine Earnshaw.

As irmãs Brontë (1979)

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Um filme francês de André Téchiné, sobre a fascinante história das célebres irmãs escritoras, Emily, Charlotte e Anne Brontë. O elenco conta com algumas estrelas do cinema francês: Isabelle Adjani (A Rainha Margot), Isabelle Huppert (A Professora de Piano) e Marie-France Pisier (O Amor em Fuga). Na trama, Charlote relembra alguns episódios de sua vida com seu pai, o reverendo Brontë e com suas duas irmãs, Emily e Anne, assim como seu irmão Branwell, que era pintor. Enquanto as três irmãs escrevem seus romances e poemas, o irmão, apaixonado por uma mulher que se recusa a casar com ele, entrega-se ao álcool e às drogas.

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Para adquirir nossas obras das irmãs Brontë, visite os links abaixo

Livraria Cultura – Morro dos ventos uivantes

Livraria Cultura – Jane Eyre

Livraria Cultura – Agnes Grey

Saraiva – Morro dos ventos uivantes

Saraiva – Jane Eyre

Saraiva – Agnes Grey

 

 

 

Shakespeare além dos livros

Assim como nossa querida Jane Austen, os livros de Willian Shakespeare, o bardo inglês, possuem inúmeras adaptações para a sétima arte. Com filmes levemente inspirados em suas obras, filmes fiéis e até mesmo alguns que retratam sua vida, é possível dizer que suas histórias e influência continuam vivas e a fascinar leitores e amantes da literatura ou do teatro anos após sua morte.

Separamos alguns filmes, os que achamos mais interessantes, que possuem traços de roteiro inspirados nas obras do autor e outros que são adaptações mais fieis.

Planeta Proibido (1956)

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Pôster do filme Planeta Proibido

Esse filme é, talvez, o mais louco de todos os filmes. Inspirado na peça A Tempestade, o diretor Fred M. Wilcox resolveu retratar a ilha deserta e desconhecida de Shakespeare como um planeta longínquo. O longa traz Walter Pidgeon como Morbius, um cientista que sai da Terra a bordo de uma nave espacial em companhia de sua filha, Altaira (Anne Francis), personagens que remetem ao duque de Milão, Próspero, e sua filha, Miranda, da peça do bardo.

 

Amor, Sublime Amor (1961)

2Com uma roupagem mais nova, esse longa inspirado em Romeu e Julieta, e vencedor do Oscar de 1962, traz a história de amor entre dois jovens em meio a uma guerra entre gangues de Nova York. Julieta é Maria e Romeu é Tony, filhos de famílias rivais que dominam a cidade americana.

O Rei Leão (1994)

3Quem poderia imaginar que um dos desenhos mais queridos da Disney e que fez parte da infância de muitas pessoas nos anos 90 fosse baseado na peça dramática Hamlet. Dirigido por Roger Allers e Rob Minkoff, a trajetória de Mufasa e Simba é inspirada na história do famoso príncipe da Dinamarca. Simba perde o pai, o rei Mufasa, após este cair de um desfiladeiro. Toda tragédia é tramada pelo tio de Simba, Scar, que pretende ocupar o lugar do irmão como rei. O mote é o mesmo da história de Hamlet, cujo pai é envenenado pelo irmão, Cláudio.

 

10 Coisas que Eu Odeio em Você (1999)

comedias_romanticas_f_001Baseado na peça A Megera Domada, que conta a história de Catarina e Petrúquio, ela é uma moça rebelde e difícil de ser controlada e ele é seu pretendente, que faz de tudo para “acalmar” a moça. No filme, após receber o desafio com promessa de pagamento do endinheirado Joey Donner, Patrick Verona, vivido por Heath Ledger, tenta convidar a arisca Kat Stratford (Julia Stiles).

 

Ela é o Cara (2006)

4Inspirado em Noite de Reis. Na peça de Shakespeare, Viola sobrevive após um naufrágio, e acredita ter perdido seu irmão gêmeo no desastre, após esse acontecimento, ela se disfarça de homem, adotando o nome de Cesário. Na comédia romântica, Amanda Bynes interpreta Viola, que se finge de homem e começa a frequentar a escola de seu irmão, que decidiu tirar algumas semanas de folga.

 

Romeu + Julieta (1996)

6O filme é um ponto de vista contemporâneo do clássico Shakespeariano e conta a impossibilidade do amor entre dois jovens de famílias rivais. Na fictícia cidade de Verona Beach, Romeu (Leonardo DiCaprio) e Julieta (Claire Danes) se apaixonam, mas encontram a resistência de seus pais.

 

Sonho de uma noite de verão (1999)

cena-do-filme-1391039975709_956x500Talvez um dos mais fiéis à obra de Shakespeare, esse filme conta a história do duque Theseus (David Strathairn) que está prestes a se casar com Hipólita (Sophie Marceau) e, paralelamente, precisa resolver um problema, pois Egeus quer invocar uma lei para obrigar Hermia, filha de Theseus, a se casar com Demetrius (Christian Bale). Caso não concorde, ela se tornará uma freira, mas ela ama realmente Lysander e está disposta a passar toda a sua vida em um convento a entregar sua virgindade para um homem que não ama.

 

Sonho de uma noite de verão (1999)

7Talvez um dos mais fiéis à obra de Shakespeare, esse filme conta a história do duque Theseus (David Strathairn) que está prestes a se casar com Hipólita (Sophie Marceau) e, paralelamente, precisa resolver um problema, pois Egeus quer invocar uma lei para obrigar Hermia, filha de Theseus, a se casar com Demetrius (Christian Bale). Caso não concorde, ela se tornará uma freira, mas ela ama realmente Lysander e está disposta a passar toda a sua vida em um convento a entregar sua virgindade para um homem que não ama.

 

Othello (1995)

8É um filme estadunidense e britânico dirigido por Oliver Parker e com roteiro baseado na tragédia Otelo, o Mouro de Veneza. Foi o filme de estreia do diretor e a primeira vez que um ator afro-americano representou o papel-título em uma versão da peça para o cinema.

 

Abaixo, dois filmes inspirados na vida do próprio dramaturgo:

 

Shakespeare apaixonado (1998)

9Esse é o queridinho do Oscar, faturou 7 prêmios da academia, incluindo melhor filme e melhor atriz para Gwyneth Paltrow. O filme retrata a vida de William Shakespeare, que precisa escrever uma nova peça de teatro, mas está sofrendo um bloqueio e somente uma musa inspiradora poderá ajudá-lo. Ao se apaixonar por Lady Viola, ele volta a ter inspiração e escreve Romeu e Julieta. Na época, mulheres não podiam interpretar peças de teatro, mas Lady Viola se veste de homem para poder participar da peça de Shakespeare.

 

Anônimo (2011)

Rhys IfansÉ um filme intrigante que explora uma antiga teoria de que as peças de Shakespeare, na verdade, teriam sido escritas pelo Conde de Oxford. Edward de Vere.

 

 

Jane na tela

Não há dúvidas de que Jane Austen é uma das autoras inglesas mais queridas dos amantes da literatura clássica. Ela conseguiu criar personagens dotadas de sabedoria e que criticavam a sociedade ao seu redor.  As protagonistas na obra de Jane lutam para serem tratadas como criaturas racionais que são capazes de ser muito mais do que senhoritas apaixonadas.

O sucesso de Jane Austen é tão grande, que todos os seus romances ganharam inúmeras adaptações para as telas do cinema e da TV. Nesse post, apresentaremos as mais interessantes e impactantes.

Orgulho e preconceito (2005)

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Keira Knightley e Matthew MacFadyen

É a adaptação cinematográfica mais recente. Fez muito sucesso por trazer dois grandes atores com atuações maravilhosas nos papéis principais, Keira Knightley interpreta Elizabeth Bennet e Matthew MacFadyen dá vida ao Sr. Darcy.

O enredo conta a história das cinco irmãs Bennet, Elizabeth (Keira Knightley), Jane (Rosamund Pike), Lydia (Jena Malone), Mary (Talulah Riley) e Kitty (Carey Mulligan), que foram criadas por uma mãe (Brenda Blethyn) que sonha em lhes encontrar maridos que garantam o futuro das meninas. Mas, com o apoio do pai (Donald Sutherland), Elizabeth deseja ter uma vida mais ampla do que apenas se dedicar ao marido. A vida das irmãs muda com a chegada do Sr. Bingley (Simon Woods), um solteiro rico que passa a morar na mansão vizinha e seu amigo, o encantador Sr. Darcy (Matthew MacFadyen).

O longa foi indicado para quatro categorias do Oscar 2006, incluindo Melhor Atriz (Keira Knightley), Melhor Figurino, Melhor Trilha Sonora e Melhor Direção de Arte. A trilha sonora, composta por Dario Marianelli exclusivamente para o filme, é uma beleza a parte.

Razão e Sensibilidade (1995)

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Emma Thompson, Kate Winslet e Gemma Jones

Adaptação com um grande elenco, em performances incríveis. Emma Thompson, que além de ser a roteirista, interpreta a irmã mais velha Elinor Dashwood e Kate Winslet interpreta Marianne Dashwood. Bastante fiel ao livro, a história narra os acontecimentos após a morte do pai das duas irmãs e a série de problemas que isso causa em suas vidas. Elinor é prática e racional, já Marianne é romântica e sensível, essa diferença entre as irmãs faz com que tenham perspectivas divergentes sobre o que é o amor. Hugh Grant aparece como o cativante Edward Ferrars e o papel de Coronel Brandon, um dos pretendentes das irmãs, fica com o espetacular Alan Rickman. O filme ganhou o Oscar de 1996 de Melhor Roteiro Adaptado e dois Globos de Ouro, incluindo Melhor Filme.

Persuasão (2007)

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Sally Hawkins e Rupert Penry-Jones

Com elenco talentoso e fotografia impecável, a telessérie dividida em três partes narra a história da jovem solteira e infeliz Anne Elliot (Sally Hawkins) que tem de lidar com as dificuldades financeiras de sua família. Não bastando todos os reveses, o destino prega-lhe uma peça quando o capitão Frederick Wentworth (Rupert Penry-Jones) retorna a sua vida oito anos depois que a família dela a aconselhou a não aceitar o pedido de casamento dele. Mas agora Wentworth está rico e rodeado de belas pretendentes. Anne, então, será desafiada a provar que lamenta pela decisão tomada no passado e que durante todos esses anos sempre o amou verdadeiramente.

Emma (1996)

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Gwyneth Paltrow

A atriz Gwyneth Paltrow, ganhadora do Oscar de melhor atriz por Shakespeare Apaixonado, dá vida à espevitada Emma e Jeremy Northam interpreta Mr. Knightley. O longa conta a história de Emma Woodhouse, uma jovem inteligente e cheia de si que decide atuar como cupido para as pessoas que a cercam, na tentativa de tornar todas felizes como ela.

Palácio das Ilusões (Mansfield Park) (1999)

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Jonny Lee Miller e Francis O’Connor

Com algumas diferenças do romance original, Palácio das Ilusões conta a história de Fanny Price (Francis O’Connor) que, ainda bem jovem, é levada para morar na casa de seus tios, na enorme propriedade de Mansfield Park. Sempre destratada pelas primas, seu único amigo passa a ser Edmund Bertram (Jonny Lee Miller), seu primo mais novo. A chegada dos novos vizinhos, os irmãos Henry e Mary Crawford trazem uma confusão de sentimentos na casa, especialmente pela afeição que Henry passa a cultivar por Fanny.

A Abadia de Northanger (2007)

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J. J. Feild e Felicity Jones

Catherine Morland (Felicity Jones) é convidada para conhecer a cidade de Bath, onde ela busca viver uma aventura como as que conhece de seus livros. Ela acaba conhecendo os irmãos John e Isabella Thorpe, e também Henry e Eleonor Tilney. Ao vivenciar esse universo de famílias ricas, sua curiosidade e fascínio por aventuras acabam levando Catherine a acreditar que os Tilney guardam um terrível segredo.

Depois de ler sobre todas essas magnificas adaptações, abaixo estão três produções sobre a nossa autora favorita.

Amor e Inocência (2007)

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James McAvoy e Anne Hathaway

Com um título mais interessante em inglês (Becoming Jane), Amor e Inocência conta a biografia da nossa tão querida autora, afinal, ela merecia um belo filme depois de nos presentear com “roteiros” para tantas produções cinematográficas. O filme é baseado em deduções e fatos tirados de cartas escritas pela própria Jane Austen. O enredo conta a trajetória da jovem Jane ainda nos prematuros rascunhos de seus primeiros romances. Coube a Anne Hathaway o papel de Austen, e o suposto interesse amoroso dela, Tom Lefroy que dizem ter servido de inspiração para a criação do icônico Mr. Darcy, é interpretado por James McAvoy.

O Clube de Leitura de Jane Austen (2007)

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Elenco do filme

O filme conta a história de seis amigos que se reúnem e formam um clube do livro para discutir todos os romances de Jane Austen. Ao passo que vão lendo cada uma das obras de Jane, os membros do grupo lidam com situações em suas vidas pessoais que se relacionam com os enredos dos livros de Austen, dessa forma, eles adaptam filosofia e aprendizado da autora para suas próprias vidas.

Miss Austen Regrets

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Olivia Williams e Imogen Poots

Em 2007, o canal britânico BBC estreou a telessérie Miss Austen Regrets. Baseada em cartas que a autora trocava com sua irmã Cassandra e sua jovem sobrinha Fanny. A trama retrata a história da relação entre Jane e Fanny, uma vez que Jane precisa ajudar sua sobrinha na escolha de um bom companheiro. Embora Jane Austen nunca tenha se casado, a série a retrata como uma pessoa que entende muito sobre as questões do amor. A adaptação ainda conta com Tom Hiddleston interpretando John Plumptre, o jovem interesse amoroso de Fanny.

Elementar!

sherlock1Criado por Sir Arthur Conan Doyle em 1887, Sherlock Holmes continua sendo um dos mais atraentes personagens dos romances policiais. O investigador inglês ficou famoso por usar métodos científicos e lógica dedutiva para solucionar seus mistérios. Com a ajuda de Dr. Watson, médico e ex-combatente do exército inglês, Holmes desvenda inúmeros mistérios que ocorrem na Londres Vitoriana.

O primeiro romance escrito por Conan Doyle foi Um estudo em vermelho, que fora editado e publicado na revista Beeton’s Christmas Annual. Neste romance, Sherlock Holmes é solicitado pela polícia, a Scotland Yard, para desvendar um terrível enigma: um homem é encontrado morto, sem ferimentos e com apenas uma expressão de pavor em seu rosto. Na parede do quarto onde a vítima se encontra, uma palavra está gravada em sangue, “Rache”. Todas as histórias de Sherlock despertam no leitor a curiosidade e a busca por justiça.

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Os atores Jude Law e Robert Downey Jr. como Dr. Watson e Sherlock Holmes

Muitos anos após a morte de seu autor, Sherlock Holmes ainda rende enredos inspirados em suas aventuras. Em 2009, o diretor Guy Ritchie lançou um filme sobre Holmes, com Robert Downey Jr. no papel de Sherlock e Jude Law interpretando o Dr. Watson. O filme foi um sucesso e rendeu uma sequência em 2011, Sherlock Holmes: O Jogo de Sombras.

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Os atores Martin Freeman e Benedict Cumberbatch como Dr. Watson e Sherlock Holmes

Em 2010, o canal inglês BBC produziu um seriado intitulado Sherlock, onde o famoso investigador vive nos dias atuais e tenta desvendar os crimes que ocorrem na Londres moderna. A emissora estadunidense CBS seguiu pelo mesmo caminho e, em 2012, lançou Elementary, uma série americana ambientada na moderna Nova York.

Hoje, na rua Baker Street, a casa 221b (uma escolha fictícia de Conan Doyle) é um museu com fotos das inúmeras encenações das histórias do detetive em teatros e filmes, além de conter objetos pessoais de Sherlock e Dr. Watson. E pra quem é muito fã, e estiver em Londres, há o famoso pub Sherlock Holmes Pub, todo decorado ao estilo sherlockiano.

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Miolo Sherlock Holmes Volume I – Romances

Todos os magníficos contos e romances publicados por Conan Doyle estão reunidos em dois tomos especiais lançados pela Martin Claret. Os dois livros ainda possuem apêndices com diversos textos de mestres e doutores em Letras e Jornalismo explicando um pouco mais sobre o universo sherlockiano.

Saiba mais sobre os dois volumes no site da Martin Claret:

Volume I – Romances

Volume II – Contos