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For abril, 2015

Elementar!

sherlock1Criado por Sir Arthur Conan Doyle em 1887, Sherlock Holmes continua sendo um dos mais atraentes personagens dos romances policiais. O investigador inglês ficou famoso por usar métodos científicos e lógica dedutiva para solucionar seus mistérios. Com a ajuda de Dr. Watson, médico e ex-combatente do exército inglês, Holmes desvenda inúmeros mistérios que ocorrem na Londres Vitoriana.

O primeiro romance escrito por Conan Doyle foi Um estudo em vermelho, que fora editado e publicado na revista Beeton’s Christmas Annual. Neste romance, Sherlock Holmes é solicitado pela polícia, a Scotland Yard, para desvendar um terrível enigma: um homem é encontrado morto, sem ferimentos e com apenas uma expressão de pavor em seu rosto. Na parede do quarto onde a vítima se encontra, uma palavra está gravada em sangue, “Rache”. Todas as histórias de Sherlock despertam no leitor a curiosidade e a busca por justiça.

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Os atores Jude Law e Robert Downey Jr. como Dr. Watson e Sherlock Holmes

Muitos anos após a morte de seu autor, Sherlock Holmes ainda rende enredos inspirados em suas aventuras. Em 2009, o diretor Guy Ritchie lançou um filme sobre Holmes, com Robert Downey Jr. no papel de Sherlock e Jude Law interpretando o Dr. Watson. O filme foi um sucesso e rendeu uma sequência em 2011, Sherlock Holmes: O Jogo de Sombras.

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Os atores Martin Freeman e Benedict Cumberbatch como Dr. Watson e Sherlock Holmes

Em 2010, o canal inglês BBC produziu um seriado intitulado Sherlock, onde o famoso investigador vive nos dias atuais e tenta desvendar os crimes que ocorrem na Londres moderna. A emissora estadunidense CBS seguiu pelo mesmo caminho e, em 2012, lançou Elementary, uma série americana ambientada na moderna Nova York.

Hoje, na rua Baker Street, a casa 221b (uma escolha fictícia de Conan Doyle) é um museu com fotos das inúmeras encenações das histórias do detetive em teatros e filmes, além de conter objetos pessoais de Sherlock e Dr. Watson. E pra quem é muito fã, e estiver em Londres, há o famoso pub Sherlock Holmes Pub, todo decorado ao estilo sherlockiano.

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Miolo Sherlock Holmes Volume I – Romances

Todos os magníficos contos e romances publicados por Conan Doyle estão reunidos em dois tomos especiais lançados pela Martin Claret. Os dois livros ainda possuem apêndices com diversos textos de mestres e doutores em Letras e Jornalismo explicando um pouco mais sobre o universo sherlockiano.

Saiba mais sobre os dois volumes no site da Martin Claret:

Volume I – Romances

Volume II – Contos

Quem conta um conto

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Lombadas de todos os livros da Coleção Contos

 

Oito coletâneas magníficas, recheadas de contos que caminham pelo fantástico e fantasmagórico. Cada uma delas tem a sua particularidade – tratam de duendes, bruxas, príncipes – e reúnem histórias semelhantes em cada tomo.

Quatro livros da coletânea são contos reunidos por Joseph Jacobs e divididos da seguinte forma: Heróis muito espertos; Duendes, gigantes e outros seres fantásticos; Bruxas, Bruxos e os feitiços mais cruéis que se podem imaginar e Princesas e damas encantadas. Essas quatro obras presenteiam o leitor com contos celtas: um povo muito antigo que viveu onde hoje é a Europa e que deixou como legado uma produção cultural recheada de histórias fantásticas.

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Miolo Bruxas, Bruxos e os feitiços mais cruéis que se podem imaginar

 

Princesas e damas encantadas, o primeiro volume da coletânea, reúne histórias de princesas corajosas, damas misteriosas e mágicas que rondavam a imaginação de crianças. Há histórias como a “Árvore de ouro e árvore de prata”, que conta a trajetória de uma rainha, sua filha e a disputa pela beleza. Já o livro Bruxas, Bruxos e os feitiços mais cruéis que se podem imaginar, traz histórias envoltas em elementos mágicos e feitiçarias. Na época celta, as mulheres eram pouco compreendidas e tidas como seres místicos, daí a grande quantidade de histórias sobre bruxas. Jacobs também reuniu contos sobre heróis e duendes; no livro Heróis muito espertos há o conto “O cavaleiro dos enigmas”, que narra a história de dois irmãos, filhos de um rei que deixam o seu reino a fim de evitar uma disputa pelo trono. O quarto volume, Duendes, gigantes e outros seres fantásticos é uma narrativa interessante sobre o mundo mágico desses seres da natureza que fazem parte de diversas mitologias e folclores.

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Capa Os melhores contos orientais

Nessa coletânea há dois livros dedicados ao contos orientais, o livro Os melhores contos orientais, organizado por Antonio Daniel Abreu, recheado de contos milenares passados via tradição oral e O príncipe e outras fábulas modernas de Rabidranath Tagore, ganhador do Nobel de Literatura em 1913. Ambas as obras trazem reflexões filosóficas e muitos ensinamentos. Falando sobre o lado oriental do mundo, o livro Contos Russos, traz narrativas que remontam às épocas do Sentimentalismo e Romantismo, Nikolai Karamzin, Alexandr Púchkin e Nikolai Gógol nos apresentam o melhor dos contos sobre fábulas góticas, sátiras sociais e nos aproximam da Russia antiga.

Nossa coletânea de contos possui dois livros impressionantes e assustadores, Rosto de Caveira, os filhos da noite e outros contos de Robert E. Howard e Contos de Terror, que reúne autores ícones da literatura fantástica, como Joseph Rudyard Kipling, Ambrose Gwinnett Bierce, H.P. Lovecraft e Nathaniel Hawthorne. Os dois livros possuem contos fortes, com narrativas bem construídas e que levam o leitor ao fascinante mundo fantasmagórico.

Saiba mais sobre todos os livros dessa coleção no nosso site: www.martinclaret.com.br

Charles Baudelaire

O ALBATROZ

Quem leu as magníficas Flores do Mal certamente se lembra do antológico poema O albatroz. Trata-se nele de uma daquelas aves régias que acompanham os navios em alto mar. Belo e orgulhoso, o albatroz não tem um pingo de prudência e deixa-se apanhar pelos marujos, que o maltratam sem dó nem piedade:

… Uns metem no seu bico o fumo, os outros, rindo,
Imitam a mancar o trôpego voador.

Onde estão sua elegância e seu brio? Fora do espaço aéreo, o albatroz fica débil e desajeitado, rodopiando nas sujas pranchas do convés, sob uma cruel saraivada de palavrões e risadas. O desfecho do poema é imprevisto. O autor não se conforma com o desastre deste “soberano do azul” e exclama indignado:

O vate é semelhante ao príncipe dos ares
Que escapa à flecha e toma o temporal por lar;
Entanto cá no chão, no meio dos vulgares,
As asas de gigante impedem-no de andar.

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“As Flores do Mal”, tradução de Mario Laranjeira.

 

É ele mesmo, o poeta menosprezado pelos contemporâneos e idolatrado, tal e qual tantos outros artistas, depois de morto ou, sabe-se lá, em função disso, cujo alter ego se vislumbra na gloriosa ruína da ave arrancada de seu ambiente natural. É ele mesmo, Charles Pierre Baudelaire, cujo nome dispensa ociosos comentários

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Retrato de Charles Baudelaire por Gustave Courbet, 1849

 

A vida de Baudelaire foi uma série ininterrupta de desventuras e decepções, ou melhor, uma só decepção contínua. Nascido numa família rica e influente (seu pai dirigira, no tempo de Napoleão, uma das repartições do Senado Imperial), ele podia alcançar o ápice da carreira pública, tornando-se político ou burocrata de alto nível, mas preferiu a poesia, ocupação que boa parte da humanidade considera, desde que o mundo é mundo, se não totalmente inútil, ao menos desprovida de qualquer seriedade. Estava muito apegado ao pai, do qual herdara, aliás, o interesse pelas artes, mas perdeu-o, ainda em criança, e teve de conviver com o padrasto, oficial do exército francês, que chegou a mandá-lo, após inúmeras brigas, para as Índias, na esperança de que, afastado da boemia urbana, o rebelde enteado abrisse mão de seus devaneios artísticos, sem antever que o périplo lhe inspiraria, entre outros, o supracitado poema. Gostava da vida folgada e tinha, diga-se de passagem, condições de levá-la, mas, revoltados com suas gastanças irresponsáveis, os familiares decidiram colocar todos os bens dele sob a tutela cautelar, de modo que, em lugar da vultosa herança paterna que esbanjava a torto e a direito, o poeta ficou com a humilhante mesada de 200 francos, trocando seus ternos de dândi por uma blusa de proletário e comportando-se, às vezes, como um morador de rua. Lutou nas barricadas de Paris durante a insurreição popular de 1848, mas esta foi truculentamente reprimida pelo governo burguês. Apaixonou-se pela Vênus Negra, jovem mulata que fazia pequenos papéis nos teatros parisienses, mas o relacionamento do casal transcorreu cheio de escândalos e traições, destruiu a ilusão de Baudelaire acerca do gênero feminino e, como se devia esperar, resultou numa dolorosa ruptura. Apesar das imensas dificuldades financeiras, publicou em 1857 sua obra-prima, As flores do Mal, mas o livro, além de aniquilado pela imprensa – “… é um hospital aberto a todas as demências do espírito, a todas as podridões do coração; ainda seria bem se fosse para curá-las, mas elas são incuráveis”, escreveu sobre ele um renomado jornalista –, enfrentou uma ferrenha perseguição judicial, sendo o autor multado por “ofensa à moral religiosa” e “ultraje aos bons costumes”, e obrigado a resignar-se à supressão de alguns textos que os magistrados tinham achado obscenos: sentença revogada apenas em 1949, graças à insistência da Sociedade dos Homens de Letras que não se esquecera de seu sócio polêmico. Tentou candidatar-se à tradicionalíssima Academia Francesa, mas a vaga que disputava acabou ganha por um aristocrata cujos talentos literários eram bem questionáveis. Já no final da vida, desesperado com a insensibilidade dos leitores, viciado em ópio e álcool, acometido pela temida e incurável na época sífilis, sem um tostão no bolso, viajou para a Bélgica, pensando que lá conseguiria lançar suas obras completas e, talvez, abrandar a miséria diariamente aturada, mas os belgas se mostraram, em várias ocasiões, mais insensíveis ainda que os franceses. Emudeceu, ficou hemiplégico em decorrência da horrível doença e faleceu, aos 46 anos, nos braços de sua velha mãe. Havia-lhe perdoado o segundo casamento, bem como todas as desavenças passadas; quem sabe se perdoara, da mesma maneira, os críticos ignorantes e os juízes faltos de compaixão. O poeta foi enterrado na presença de uns poucos amigos, igual a um pobre anônimo. Caído dos céus cobiçados, o albatroz se afundou no mar da estúpida indiferença humana.

 

Cenotáfio de Baudelaire

Cenotáfio de Charles Baudelaire no cemitério Montparnasse em Paris

O que aconteceu depois da precoce e trágica morte de Baudelaire? Aquilo que costuma acontecer, como que por escárnio de Nêmesis, com a maioria dos gênios confinados nos estreitos moldes da sociedade consumista, que não lhes dá nenhuma atenção em vida e tende a transformá-los postumamente em objetos de culto, isto é, de consumo. Assim se explicam tanto as colossais tiragens das obras baudelairianas editadas, inclusive em formato de luxo, no século XX, quanto o presunçoso monumento erguido no túmulo do poeta por ordem do Ministro das Belas-Artes da França. Pois é, diria o próprio Baudelaire com seu sarcasmo habitual, “a poesia é uma das artes que mais rendem, mas, ao mesmo tempo, uma espécie de investimento em cujos lucros (…) só se toca tarde”. Avaliam-se tarde, sim, as riquezas espirituais, porém tarde e nunca, reconhecimento eterno e glamour instantâneo, são coisas distintas. Dorme em paz, grande poeta maldito; é sorte nossa que teu legado não se limite, nos dias de hoje, aos salões e academias de letras, embora não sejam numerosas as pessoas que possam repetir, ao lerem esses teus versos amargos, perturbadores e deslumbrantes, as palavras de Carlos Pena Filho afirmando:

… que existe alguém
no mundo, cem
anos após,
que não vaiou
e nem magoou
teu albatroz.

 Oleg Almeida

À uma hora da madrugada

Enfim, sozinho! Não se ouve mais nada, salvo o rodar de uns fiacres tardios e exaustos. Durante algumas horas, possuiremos o silêncio, senão o repouso. Enfim! A tirania da cara humana desapareceu, e agora eu vou sofrer só por mim mesmo.

Enfim me será permitido relaxar num banho de trevas! Primeiro um duplo giro de chave na fechadura. Parece-me que ele aumentará minha solidão e fortificará as barricadas que me separam atualmente do mundo.

Horrível vida! Horrível cidade! Recapitulemos o dia: ter visto vários homens de letras, um dos quais me perguntou se dava para ir à Rússia por terra (não há dúvida de que ele tomava a Rússia por uma ilha); ter discutido generosamente com o diretor de uma revista que a cada objeção respondia: “Nosso negócio aqui é honesto”, o que implicava que todos os outros jornais fossem redigidos pelos velhacos; ter cumpri­mentado umas vinte pessoas, inclusive quinze desconhecidas; ter distribuído apertos de mão na mesma proporção, e isso sem ter comprado, por cautela, um par de luvas; ter subido, para matar o tempo durante um aguaceiro, ao quarto de uma rapariga que me pediu para lhe desenhar um traje de Vênusa; ter cortejado um diretor de teatro, que disse, mandando-me embora: “Você faria, talvez, bem em recorrer a Z…; é o mais lerdo, o mais tolo e o mais célebre de todos os meus autores; com ele você poderia, talvez, conseguir alguma coisa. Veja-o, e depois nós veremos”; ter-me gabado (para quê?) de várias vilezas que jamais praticara, e covardemente negado umas faltas que cometera com alegria, delito de fanfarrice, crime de respeito humano; ter recusado um serviço fácil a um amigo e dado referências escritas a um rematado patife; ufa, será tudo?

Descontente de todos e descontente de mim, gostaria de redimir-me e orgulhar-me um pouco no silêncio e na solidão da noite. Almas dos que amei, almas dos que cantei, deem-me forças, apoiem-me, afastem de mim a mentira e os miasmas corruptores do mundo, e vós, Senhor meu Deus, concedei-me a graça de produzir uns bons versos que me provem a mim mesmo que não sou o último dos homens nem inferior àqueles que estou desprezando!

(Charles Baudelaire. O esplim de Paris: pequenos poemas em prosa, e outros escritos. Tradução do francês, prefácio e cronologia biográfica do autor por Oleg Almeida. Martin Claret: São Paulo, 2010; p. 35-36).

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Mitologia, como literatura

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Miolo de O livro da Mitologia

Thomas Bulfinch abre sua clássica obra O livro da Mitologia: a idade da fábula, de 1855, afirmando que sem o conhecimento da Mitologia, nossa literatura não poderia ser compreendida e apreciada. É utilizando esse pensamento que o autor desenvolve seu livro, tido por muitos como uma obra de referência para o estudo de apreciadores e cultores da área.

Apesar de Bulfinch fazer um passeio pelas mitologias mais conhecidas, como o mito de Prometeu e Pandora ou Thor, ele também narra mitos que pouco foram interpretados dentro da nossa cultura contemporânea, como o mito de Glauco e Cila, que conta a história de um pescador que se apaixona por uma bela ninfa.

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Marvel Comics

Os mitos sempre fizeram parte do imaginário humano e apesar de a mitologia grega ser a mais conhecida, O Livro da Mitologia, aborda histórias incríveis presentes em várias partes do globo, como a mitologia nórdica e a indiana, provando que a humanidade sempre desenvolveu e sempre desenvolverá literatura, pautada por crenças ou não. Alguns mitos podem até ser interpretados e adaptados aos nossos dias atuais, comLoki_Marvel_XPo a história da Fênix, um pássaro que nasce das cinzas, uma clara alusão à capacidade de superação da humanidade. É comum também encontrarmos a presença da mitologia nas famosas HQs, ou gibis. A grande editora de quadrinhos Marvel tem todo um universo de super-heróis e deuses ambientados no mundo de Thor:  em suas histórias há a presença de Odin e até mesmo Loki, que continua sendo o vilão de Asgard.

A existência de mitos é importante para o imaginário coletivo, pois sua essência é ser e perpetuar uma representação de um povo ou tribo, expressar e explicar o mundo na visão dessas pessoas e transmitir essas crenças e histórias para gerações futuras.

 

Se considerarmos que os únicos ramos úteis do conhecimento são aqueles que concorrem para o aumento de nosso patrimônio material ou nosso status social, então a Mitologia não pode ser apresentada nessa categoria. Mas se há utilidade naquilo que nos faz melhores e mais felizes, então poderíamos reclamar essa classificação para o assunto desta obra. Pois a Mitologia é a camareira da literatura; e a literatura é uma das melhores aliadas da virtude e da promoção da felicidade.

Thomas Bulfinch

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Autor: Thomas Bulfinch
ISBN: 978-85-7232-959-0
Tradutor: Luciano Alves Meira
Valor: R$ 79,90
Paginas: 655
Formato: 17 x 23 cm
Apêndice: mais de 50 páginas de textos escritos por especialistas no assunto.