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For março, 2015

A Origem das Espécies

ORIGEM_DAS_ESPECIES_3D cópia

Edição especial

Quando começamos a pensar na nossa nova edição de A origem das espécies atentamo-nos para que ela ficasse mais próxima possível dos tomos antigos de estudo das ciências, com isso pensamos em ilustrações que fossem exatamente como os desenhos feitos antigamente, que simulavam as espécies da flora e da fauna estudadas.

Para o texto de introdução fizemos de tudo para encontrar um grande especialista no assunto e encontramos não só um especialista como um grande apaixonado pelas descobertas de Charles Darwin.

Com isso, tivemos um resultado incrível!

A edição especial de A origem das espécies é um sucesso em nosso catálogo.

Confiram um pequeno bate-papo com o prefaciador da Edição, o professor e doutor Nelio Bizzo.

Origem - interno

Miolo da edição especial

 

BATE-PAPO

Professor, depois de tantas revelações no ramo da Biologia e Ciências Naturais para muitos Darwin está ultrapassado em suas teorias e por isso não seria muito pertinente lê-lo, então, por que ainda editar A origem das Espécies?

Na verdade, Darwin está tão ultrapassado como quem dizia que a Terra era redonda. Hoje sabemos que a Terra não é uma esfera perfeita, da mesma forma como sabemos que as ideias de Darwin não eram exatas. Mas, digamos, a Terra continua redonda em linhas gerais, da mesma forma que Darwin, em linhas gerais, chegou mais perto do que qualquer outro de seu tempo de uma explicação científica para a origem das espécies.

Ainda hoje se busca descobrir sobre a evolução das espécies com tanta maestria como foi com Darwin? Como é feito isso? Se é que se pode falar de maneira tão geral…

Continuamos com uma série de dúvidas ainda hoje, mas, digamos, muita coisa foi descoberta. Porém, quanto mais se descobre, mais há para se descobrir.

Nélio, o que achou da novidade da Editora Martin Claret, o lançamento da edição de luxo de A Origem das Espécies, que temos o prazer de ter seu prefácio?

Fiquei muito contente com a iniciativa. Acho que a apresentação da obra é, de fato, luxuosa, à altura da importância da obra para a humanidade.

ORIGEM_ESPECIES_POCKET_3D

Edição pocket

 

Link para a edição especial

Link para a edição pocket

Mais um pouco de arte

Entrevista com Yuri Campos

ComYurio você considera seu estilo de criação?

Considero meu estilo de criação como algo bastante metódico. Busco passar bastante tempo em etapas de planejamento, de forma que seja possível antecipar o máximo de problemas. Aprendi que para se obter uma boa imagem final, é necessário ter uma boa estrutura. Acredito que o momento de maior pureza das ideias acontece através da primeira leitura da obra, quando experiencio as sensações que o autor quer nos proporcionar. Depois disso, começo a pensar nos recursos imagéticos que podem intensificar essas sensações captadas.

Qual foi o maior desafio de criação que você enfrentou?

Comercialmente, acredito que foram os contos de Hans Christian Andersen para a Martin Claret. Apesar da fonte de inspiração infinita que é a obra dele, nunca havia precisado finalizar tantas peças em um espaço tão curto de tempo. Mas, em meus estudos, tento sempre me desafiar a fazer imagens mais complexas e elaboradas do que estou acostumado, para fugir da zona de conforto.

Você só é frAs Flores da Pequena Idaeela? Indica ser freela para quem quer começar na área de ilustração?

Atualmente trabalho como freelancer de ilustração e estudo design gráfico na UNESP de Bauru. Existe uma série de vantagens sobre atuar como freelancer no mercado, acredito que a principal delas seja a flexibilidade de horários para realizar suas encomendas. Mas, implica também em uma grande responsabilidade, pois é preciso manter o controle do andamento dos projetos. Existe também a questão da instabilidade em relação a frequência de trabalhos, o que pode causar certa insegurança para o artista. Mas acredito qO Valente Soldadinho de Chumboue o mais importante para começar na área de ilustração seja estudar para garantir uma fluência no processo de materialização de suas ideias, seja num ambiente de estúdio compartilhado ou como freelancer.

Como foi criar para a Editora Martin Claret? Você já trabalhou em diversos títulos que ficaram ótimos…

Gosto muito de trabalhar com a Martin Claret, primeiramente pela minha relação de longa data com suas antigas publicações. São títulos clássicos que me interessam bastante, fazendo com que o processo criativo aconteça de forma muito mais natural. Minha relação com o departamento editorial também é muito tranquila, são todos muito respeitosos e me permitem bastante liberdade de criação com briefings bastante objetivos.

 

Horacio Quiroga

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Horacio Silvestre Quiroga Forteza, nascido em Salto em 1879, foi um escritor uruguaio radicado na Argentina. Famoso por seus contos que tratam de eventos fantásticos e macabros, seguindo a linha de Edgar Allan Poe, e de temas relacionados à selva, sobretudo a região de Misiones, na Argentina. É considerado um dos maiores contistas da literatura hispano-americana.

Sua obra toma lugar entre o declínio do modernismo e o surgimento das vanguardas. Tragédias pessoais marcaram e influenciaram profundamente sua escrita. A morte prematura do pai e posteriormente o suicídio de seu padrasto, de sua primeira esposa e de seus três filhos, além do episódio envolvendo seu amigo Federico Ferrando, o qual Horacio acidentalmente atirou e matou. Quiroga cometeu suicídio em 1937, após ter sido diagnosticado com câncer.

Contos de amor de loucura e de morte é o primeiro livro de contos de Horacio e traz histórias como “O solitário”; “A galinha degolada”; “O travesseiro de pluma” entre outras. Uma obra indispensável para amantes da literatura fantástica. Nossa edição especial é em formato 14×21, com ilustrações internas e tradução por Renata Moreno.

Contos5

(…) Alicia foi extinguindo-se em subdelírio de anemia, agravado à tarde, mas que cedia sempre nas primeiras horas. Durante o dia sua doença não avançava, mas a cada manhã amanhecia lívida, quase em síncope. Parecia que unicamente à noite a vida lhe saía em novas ondas de sangue. Ao acordar tinha sempre a sensação de haver desabado na cama com um milhão de quilos em cima. Desde o terceiro dia este afundamento não a abandonou mais. Mal podia mover a cabeça. Não quis que lhe arrumassem a cama, nem que lhe ajeitassem o travesseiro. Seus terrores crepusculares avançaram em forma de monstros que se arrastavam até a cama e subiam dificultosamente pela colcha. (…)
(Horacio Quiroga, “O travesseiro de plumas”, Contos de amor de loucura e de morte)