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For fevereiro, 2015

Florbela Espanca: Antologia poética

Florbela d’Alma da Conceição Espanca (8/12/1894 – 7/12/1930), poetisa portuguesa, natural de Vila Viçosa (Alentejo). Nasceu filha de um amor ilegítimo entre o pequeno burguês João Maria Espanca e a empregada doméstica Antónia da Conceição Lobo. Mesmo que registrada como “filha de pai incógnito”, Florbela foi educada pelo pai e pela madrasta.

Estudou no liceu de Évora e, foi uma das primeiras mulheres em Portugal a frequentar o curso secundário. Em outubro de 1917 matriculou-se na Faculdade de Direito da Universidade de Lisboa. Na capital, teve contato com outros poetas da época e com mulheres escritoras que procuravam conquistar seu lugar no meio literário. Colaborou com jornais e revistas, como o Portugal Feminino. Em 1919 publicou a sua primeira obra poética, Livro de Mágoas.

Em 1921, Florbela se divorciou de Alberto Moutinho, com quem era casada desde 1913, e casou-se com o oficial de artilharia António Guimarães. Em 1923, publicou o Livro de Sóror Saudade. Em 1925, Florbela casou-se, pela terceira vez, com o médico Mário Laje.
A obra de Florbela é um reflexo de sua vida. Todas as dores de seus casamentos fracassados, de suas desilusões amorosas e até mesmo da morte de seu irmão, Apeles Espanca, estão incorporadas em suas poesias que são caracterizadas pela recorrência de temas como sofrimento, solidão e desencanto. Mas, apesar desses sentimentos negativos, é possível perceber que sua obra se alia a uma imensa ternura e a um desejo de felicidade que só poderá ser alcançado no infinito.

Florbela faleceu em dezembro de 1930, em Matosinhos, a causa da morte foi a sobredose de barbitúricos.
Poetisa de sentimentos profundos, cultivou a paixão, com voz marcadamente feminina. É vista como a grande figura feminina das primeiras décadas da literatura portuguesa do século XX.

“Dou-te, comigo, o mundo que Deus fez!
— Eu sou Aquela de quem tens saudade,
A princesa do conto: ‘Era uma vez…’

(“Conto de fadas”, Charneca em Flor)

FLorbela2
Com o prefácio de Renata Soares Junqueira, professora de Literatura Portuguesa na Unesp com Pós-Doutorado pelas Universidades de Lisboa e Universidade Nova de Lisboa, esta edição traz a obra completa de Florbela Espanca, incluindo Livro de Mágoas (1919), Livro de Sóror Saudade (1923), Charneca em Flor (1931), Reliquiae (sonetos inéditos acrescentados na segunda edição de Charneca em Flor), Trocando olhares (1915–1917) e O livro d’Ele (1915–1917). Fãs de poesia e literatura portuguesa podem desfrutar de poesias belíssimas reunidas em uma excelente edição.

Florbela3
Este livro…

Este livro é de mágoas. Desgraçados
Que no mundo passais, chorai ao lê-lo!
Somente a vossa dor de Torturados
Pode, talvez, senti-lo… e compreendê-lo.

Este livro é para vós. Abençoados
Os que o sentirem, sem ser bom nem belo!
Bíblia de tristes… Ó Desventurados,
Que a vossa imensa dor se acalme ao vê-lo!

Livro de Mágoas… Dores… Ansiedades!
Livro de Sombras… Névoas e Saudades!
Vai pelo mundo… (Trouxe-o no meu seio…)

Irmãos na Dor, os olhos rasos de água,
Chorai comigo a minha imensa mágoa,
Lendo o meu livro só de mágoas cheio!…

Letras Russas (Parte 2)

A TERRA INCÓGNITA DAS LETRAS RUSSAS (parte 2)

Oleg Almeida

dostoievskiFiódor Dostoiévski… É difícil encontrar neste mundo uma pessoa instruída que nunca tenha ouvido falar dele. Aliás, a vida desse escritor é por si só um verdadeiro romance! Fidalgo e militar de carreira, Dostoiévski obteve sucesso antes dos 30 anos, graças a suas obras de estilo romântico (Gente pobre e Noites brancas que seguiam, ao mesmo tempo, as pistas de Púchkin e Gógol), mas, preso como livre-pensador e condenado a trabalhos forçados, viu sua rápida ascensão brutalmente interrompida; voltando, dez anos mais tarde, do exílio siberiano, criou uma série de romances realistas que lhe proporcionaram notável popularidade na terra natal e muito além das suas fronteiras. Intransponível abismo entre os ricos e os pobres; impacto destrutivo dos vícios de qualquer natureza sobre a personalidade humana; crueza dos usos e costumes presidiários na Rússia considerada, na época dostoievskiana, uma “cadeia dos povos”; drama interior de um assassino que, cometendo um crime bárbaro, consegue esquivar-se da perseguição policial, mas acaba punido pela sua própria consciência; destino trágico de um “humilde de espírito” que se depara com as torpezas do ambiente burguês e, pouco a pouco, sucumbe a elas; acirrado conflito das antigas virtudes cristãs e dos pecados que traz a modernidade – esses temas são abordados, com uma mestria impressionante, nos livros Humilhados e ofendidos, O jogador, Memórias da Casa dos mortos, Crime e castigo, O idiota e Os irmãos Karamázov que até hoje atraem milhões de leitores. As profecias de Dostoiévski, em especial aquelas que se referem à degradação moral da humanidade com o aumento de seu bem-estar material, de início atribuídas à sua fantasia mórbida, mas plenamente confirmadas no decorrer do século XX abundante em guerras e ditaduras sangrentas, renderam-lhe a fama de um visionário isento de erros. Mesmo quem discordar desse endeusamento póstumo de Dostoiévski, alegando ter sido um homem cheio de imperfeições, apaixonado por jogos de azar, instável nas relações afetivas e, ainda por cima, conservador rematado, reconhecerá que, se ele não tivesse existido, os rumos de toda a cultura ocidental seriam outros.
Rival de Dostoiévski no campo literário, Ivan Turguênevturgenev era seu antípoda mesmo na vida cotidiana. Provinha de uma família abastada e, ao contrário de seu confrade coberto de dívidas e atormentado por credores, desconhecia a necessidade de misturar a arte e o ganha-pão, ou seja, de escrever por dinheiro. Morava ora na França ora na Alemanha, observando a Rússia de longe (chegou, inclusive, a brigar com Dostoiévski que o aconselhara um dia a comprar um telescópio para melhor enxergar os problemas da pátria), e essa posição de observador distante e imparcial ajudou-o na criação de obras bem diferentes das dostoievskianas, mas não menos significativas. Os textos de Dostoiévski são graves e tristes, em sua maioria perturbadores, não raro sinistros; os de Turguênev são líricos e serenos, como se um discreto clarão os iluminasse por dentro, racionais e harmônicos. A prosa de Dostoiévski é caudalosa, saturada de personagens importantes e dispensáveis, repleta de longos diálogos e descrições pormenorizadas; a de Turguênev condensa-se em volta de poucos protagonistas que falam e agem de maneira a ficarem eternizados na mente de gerações inteiras. Sempre exposto às dificuldades financeiras e pressionado por seus editores, Dostoiévski escrevia rápido, literalmente ao correr da pena, utilizava-se, como no caso de O jogador que foi redigido em cerca de três semanas, da taquigrafia – daí uma porção de inimitáveis asperezas que emparelham seu estilo a um diamante bruto, valorizado em função de suas qualidades naturais; Turguênev, que não dependia da conjuntura editorial, esmerava-se em trabalhar cada faceta de suas joias verbais, polia cada frase até um brilho quase ofuscante, e isso lhe conferiu, a par de seu amigo Flaubert, a reputação de um dos marcantes estilistas da literatura universal. Em resumo, os livros de Dostoiévski se assemelham às grandiosas sinfonias clássicas que lotam enormes salas e arrebatam multidões com sua vertiginosa potência, e os de Turguênev, àquelas suaves melodias de câmara que, tocadas em surdina, despertam no coração do ouvinte sentimentos de igual intensidade, mas abrandados e refinados pelo tom intimista do autor. Como se sabe, em matéria de gosto não há discussão. Dessa forma, seria interessante alternar as leituras de O idiota e Os irmãos Karamázov com as de O primeiro amor e Pais e filhos: as diferenças de dois mestres russos revelam-se neles com toda a clareza.
Se a poesia da Rússia alcança seu apogeu expressivo nas obras de Púchkin, a prosa russa chega ao máximo da perfeição nos escritos de Lev Tolstoi. Sua biografia também pode parecer aberrante: conde e proprietário rural, dono de uma vultosa fortuna, Tolstoi andava descalço, deixava a barba crescer e usava roupas de camponês no intuito de aproximar-se, ao menos ilusoriamente, do povo necessitado; ademais, era tão meticuloso em cumprir os preceitos religiosos, martirizando-se por ter matado um mosquito que lhe pousou no braço, que Lênin o rotulou, num dos seus artigos políticos, de “fazendeiro pregando o Evangelho”. Contudo, seus romances (Guerra e paz, Anna Karênina, Ressurreição) e contos (A morte de Ivan Ilitch, Sonata a Kreutzer, O padre Sêrgui), densos e lúcidos ao extremo, são primorosos em plena acepção desta palavra. Tolstoi se distanciou do cortante psicologismo de Dostoiévski, bem como do meigo lirismo de Turguênev, para pintar todas as dimensões e nuanças da vida humana com largas pinceladas épicas, sem poupar tintas nem restringir o tamanho das telas. Mesmo se não tivesse escrito nada além de Guerra e paz, colossal panorama da Rússia em princípios do século XIX em que relatou os horrores da guerra contra Napoleão em paralelo à história de várias pessoas e famílias diretamente envolvidas nela, teria imortalizado seu nome, ombreando com Homero, Cervantes e Goethe. Mas construiu ainda uma extensa teoria de “resistência pacífica ao mal”, assimilada e levada adiante por Martin Luther King, Mahatma Gandhi e outros defensores dos ideais humanistas.
É claro que nossa excursão através da imensa terra incógnita das letras russas ainda está longe do fim. Se eu pretendesse escrever toda uma monografia sobre o assunto, mencionaria dezenas de nomes mais ou menos ilustres. Decerto me lembraria de Anton Tchêkhov, cujos contos e peças de teatro surpreendem os leitores e espectadores de hoje com seu caráter atual, embora remontem às últimas décadas do século retrasado; poria em foco Maxim Górki, teórico do chamado “realismo socialista” e fundador da União de Escritores Soviéticos, que Stálin trancou numa gaiola dourada; não me esqueceria de Valéri Briussov, líder dos simbolistas russos, que compôs a poesia mais curta de toda a literatura europeia (“Oh, cobre tuas pernas pálidas!” e ponto final) nem de Vladímir Maiakóvskimayakovski com seu mágico sonho de ficar hibernando mil anos e acordar num esplendoroso futuro, num mundo livre de opressão e hipocrisia, regido pelo amor, transbordante de felicidade (ouçamos novamente Ressuscita-me de Caetano Veloso que adequou sua música à letra do bardo revolucionário). Em termos metafóricos, a literatura russa é um daqueles bravios sertões que se estendem até o horizonte longínquo, mas cativante, onde cada arbusto representa um escritor talentoso e cada ervinha equivale a uma obra digna de ser lida. Os brasileiros dispostos a desbravar suas vastidões e descobrir suas riquezas ocultas precisam ter a perseverança dos antigos bandeirantes que percorreram milhares de léguas em busca de ouro e pedras preciosas, ampliaram e exploraram o território do país que se tornaria, tempos depois, um dos maiores do mundo.
– Acho que vale a pena adentrar esse sertão virtual – encerrei a minha conversa com os universitários. – A viagem pode ser boa mesmo, não pode?
– Ótima, estupenda, superlegal! – Uma saraivada de epítetos veio outra vez de todos os lados. Vi a moça de cabeleira laranja anotar, um por um, os títulos das obras que tinha citado.

Aquele episódio me mostrou que havia muito interesse por livros russos no Brasil, interesse em certo grau inibido pela falta de boas traduções no mercado. Mais tarde, ao falar com vários leitores insatisfeitos, fiquei persuadido disso. Todos eles questionaram a exatidão das numerosas versões portuguesas que foram realizadas com base em anteriores versões inglesas ou francesas e acabaram por se impor como fiéis substitutas dos ilegíveis originais russos. “Confiar numa tradução feita em cima de outra tradução” – disseram-me – “seria o mesmo que vestir roupas de segunda mão e fingir que são novinhas em folha!” Tradutor profissional que sou, não contesto a sua opinião. A fase das traduções indiretas ficou no passado, e isso se percebe, sobretudo, em relação aos idiomas transnacionais e mais ou menos próximos do português. Hoje em dia é quase impossível alguém traduzir, digamos, do alemão por intermédio do espanhol! Entretanto a língua de Púchkin, que não tem nada a ver com a de Camões, é um caso à parte: pouquíssimos brasileiros conhecem a Rússia de perto, e a visão geral de sua cultura limita-se ao frio ártico, à vodca bebida a cântaros e à pungente canção “Olhos negros” que na verdade não é russa e, sim, cigana. Pensei nisso numa manhã de agosto de 2009, quando a assistente editorial da Martin Claret ligou para mim e perguntou se não me apetecia tentar a sorte na área das traduções literárias. “Por que não?” – raciocinei, animado. – “Será que o Brasil também se resume ao samba e à churrascaria? Não, caramba, de jeito nenhum! Terei, pois, montes de estereótipos a desmentir e de lacunas a preencher”. Esse argumento pesou bastante na minha decisão de colaborar com a Martin Claret. E foi assim que minhas primeiras versões de clássicos russos entraram no prelo.

karamazov5 PEQUENAS TRAGEDIAS capa

Letras Russas (Parte 1)

A TERRA INCÓGNITA DAS LETRAS RUSSAS
Oleg Almeida

Um dia, conversando com os estudantes de uma faculdade de Letras, toquei num assunto inesperado: “Sabem onde é a Rússia?” e, como as respostas afirmativas vinham de todos os lados, acrescentei: “E o que é a Rússia para vocês?” Minha pergunta foi desafiadora.
– A Rússia é o maior país do mundo – respondeu um rapaz de óculos. – Tem o dobro do território brasileiro, se não me engano.
– Na Rússia faz um frio de rachar – comentou uma moça lourinha. – Há cidades em que a noite polar dura meses inteiros. Não sei como ele aguenta, aquele povo…
– Assisti a um filme russo, chamado Guardiões da Noite – disse outra moça, cujos cabelos alaranjados evidenciavam sua afeição pelo cosplay. – Achei muito bacana. É uma história sobre vampiros.
– A próxima Copa do Mundo vai ser justamente na Rússia – tomou a palavra um valentão que ostentava as cores do Flamengo. – Só que a seleção russa não fez tanta coisa na última Copa…
– Meu Deus do céu! – exclamou de repente a professora dessa turma, até então calada. – E Crime e castigo, e Anna Karênina, e outros livros russos? Será que todos estão dormindo nas minhas aulas?
Aí, levantando o polegar em sinal de aprovação, pus lenha na fogueira:
– Pois é… Não parece mesmo que a literatura russa esteja na moda!
As opiniões pessoais são inumeráveis. Pode-se dizer que a Rússia derrotou o nazismo na Segunda Guerra Mundial, foi o primeiro país a mandar um homem para o espaço cósmico e passou, em menos de um século, pelas mais diversas e contraditórias fases socioeconômicas, do “capitalismo selvagem” ao “socialismo real” e vice-versa, sendo tudo isso pura verdade. Mas, para mim, o que caracteriza a Rússia acima de quaisquer feitos monumentais são suas maravilhosas artes, inclusive sua grande literatura, independentes da situação histórica nem do regime político. Que tal conhecermos alguns dos seus gloriosos representantes para ver se meu ponto de vista tem cabimento?
O nome que costuma abrir a lista dos principais escritores russos é o de Alexandr Púchkin, autor dalexandre-pushkine belos versos românticos, empolgantes peças teatrais e contos marcados por impecável gosto, fino humor e profunda compaixão pela gente sofrida. Em primeira análise, sua biografia é uma espécie de aberração. Imaginemos só um afrodescendente, nascido num país homogeneamente branco, que não apenas produziu obras literárias de altíssima qualidade, mas foi apelidado pelos seus preconceituosos contemporâneos, sem sombra de exagero ou ironia, de “o sol da poesia russa”! Bisneto do etíope Aníbal, escravo presenteado ao imperador Piotr (Pedro) I, Púchkin se parecia tanto com seu ancestral que os moradores de uma cidadezinha provinciana, aonde ele veio certa vez, resolveram denunciá-lo às autoridades locais como o próprio Anticristo. Nada obstante, o poeta ganhou, ainda em vida, a mais sincera admiração da sociedade russa. Basta folhear, por exemplo, sua “pequena tragédia” Mozart e Salieri ou seu misterioso conto O tiro, ambos capazes de causar arrepios a quem os ler, para se convencer de que era um artista fenomenal. Não é à toa que os russos cultuam Púchkin a par dos seus heróis nacionais; não é ocasionalmente que continuam usando a fulgurante linguagem literária desenvolvida por ele.
A imponente figura de Nikolai Gógol ogogolcupa um lugar de honra na história das letras russas. Por um lado, ele foi um dos remotos antecessores do realismo fantástico de nossos dias: em seus escritos juvenis (Vyi e A terrível vingança, entre outras novelas de terror e suspense), inspirados na tradição folclórica da Ucrânia onde viveu na infância, os demônios, feiticeiros e bruxas atuam junto dos personagens comuns. Por outro lado, deixou à posteridade várias obras satíricas que criticavam as mazelas da Rússia oprimida pelos czares, desmascaravam os abusos de seu governo retrógrado e desumano, escarneciam seus burocratas tão corruptos quanto incompetentes. O capote e O nariz, contos ambientados em São Petersburgo, e a comédia Inspetor geral cujas peripécias se desenrolam no interior russo, demonstram o brilhantismo do talento satírico de Gógol que sabia rir como ninguém, alegre e amargamente.

O arrojado

PINOQUIO (1)

Sérgio Magno foi um daqueles achados, sabe? Coisa de destino mesmo…

Cada proposta de trabalho é uma alegria a mais na editora, pois ficamos sempre tão satisfeitos com o resultado que constantemenAlice6te queremos ter uma novidade e mandar para ele.

A colaboração desse gALICE_ED_ESPECIAL_MARAVILHAS_3Drande ilustrador foi fundamental para mudarmos concepções de capas e incrementarmos cada vez mais. Sim, o Sérgio ajudou a gente a “viajar na maionese” e ter vários trabalhos incríveis.

Um dos maiores projetos é o Alice no país das maravilhas/ Alice através do espelho (dois em um, edição especial), que foi adorável ver cada minuto de criação.

Por isso, segue o bate-papo com este pequeno gênio da inovação!

BATE- PAPO

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Como você considera seu estilo de criação?

Meu estilo varia, gosto de transitar por traços e cores. Explorar o desenho, aplicar novas técnicas e aprender novas formas de me comunicar para mim é um prazer. Carrego comigo sempre um caderno de desenhos, onde registro ideias aleatórias, mas que um dia podem ser de grande importância para um trabalho.

Qual foi o maior desafio de criação que você enfrentou?

Ilustrar Gulliver, Pinóquio, Robin Hood e Alices foi o maior desafio que encontrei. Quando me ofereceram esses títulos sabia que eles já haviam sido explorados por grandes profissionais e que eu tinha uma concorrência enorme. Passado esse primeiro impacto, li a história diversas vezes e disse para mim mesmo: essa história para mim é assim. E fiz do meu jeito. Tenho muito orgulho desses trabalhos.

Você é só freela? Indica ser freela para quem quer começar na área de ilustração?

Ser freela tem o lado bom de estar diretamente em contato com as editoras e poder realizar o seu trabalho sem intermediários. O lado ruim é a falta de um salário fixo, que no início pode desestimular. Quando eu comecei, percebi que saia do trabalho, ia para casa e ficava desenhando por diversão. Fui atrás de editoras e usei esse tempo que passava desenhando para fazer a mesma coisa só que focado em um projeto.

Como foi criar para a Editora Martin Claret? Você já trabalhou em diversos títulos que ficaram ótimos…
Quando trabalho com a Martin Claret tenho a percepção de que eles realmente querem a minha visão da história, de que eles querem o meu trabalho para aquele texto. Sinto liberdade para propor ideias.

GULLIVER

Um pouco mais:
www.sergiomagno.com.br