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Mowgli

MTE5NTU2MzE2MjgxMjc1OTE1Esse mês chega em nossa Editora o encantador livro “Histórias de Mowgli do Livro do Jângal”, de Rudyard Kipling. Nossa edição possui inúmeras ilustrações do Ilustrador Sergio Magno, com prefácio de Luiz Carlos Gabriel, professor e jornalista que participa do Movimento Escoteiro desde 1947 e apêndice da Doutora em letras pela Universidade Presbiteriana Mackenzie Lilian Cristina Corrêa.

Kipling, o primeiro inglês ganhador do Prêmio Nobel, escreveu duas edições que continham histórias do menino Mowgli. A primeira edição intitulada “The jungle book”, publicada em 1894, e a segunda edição “The Second Jungle Book”, publicada em 1895. Nós resolvemos pegar todas as histórias de Mowgli presentes nessas duas edições e publicar em um único livro sobre o Menino Lobo.Screen-Shot-2013-02-25-at-17.22.33

As histórias presentes neste livro foram escritas por Kipling influenciado pela sua vivência na Índia. O autor trouxe para as aventuras do menino Mowgli muito do que aprendeu em sua infância: amizade, lealdade, solidariedade e amor.

A versão mais famosa de Mowgli pertence aos estúdios Disney. Em 1967 Walt Disney lança o filme animado “The Jungle Book”. O filme se passa na Índia e conta a história de Mogli (o nome do Menino Lobo no filme ficou desta forma), um menino criado por lobos que, convencido por Baguera, decide encontrar a convivência com humanos. Mas Mogli, a princípio, resiste à ideia e segue o urso Balu, que gosta de curtir a vida e ser feliz. Ambos se metem em muita confusão, fugindo do tigre Shere Khan, que deseja ter o menino como prato principal.

maxresdefaultAgora em 2016, uma nova versão da história de Mowgli chegou aos cinemas. Dirigido por Jon Favreau, o filme traz uma versão inédita sobre Mowgli. Vivendo na floresta por muitos anos, ele sente que não é mais bem-vindo quando o tigre Shere Khan promete eliminar o que ele considera uma ameaça, um humano. Forçado a abandonar o único lar que conhece, o Menino Lobo embarca em uma jornada de autoconhecimento, guiado pela pantera Bagheera e pelo urso Baloo. E nesta jornada, Mowgli encontra outras criaturas da selva, como a cobra Kaa, cuja voz sedutora e olhar penetrante o hipnotizam, e Rei Loiue, que tenta convencer Mowgli a contar o segredo da flor vermelha mortal: o fogo.

A história criada por Kipling é uma lição de amizade e determinação. O autor nos mostra que quando estamos cercados de pessoas que nos querem bem, mesmo as mais impossíveis tarefas se tornam alcançáveis.

Histórias de Mowgli do Livro do Jângal

Tradução: Casemiro Linarth

ISBN: 978-85-440-0122-6

Formato: 16×23

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Villette

CBronte_2495332bMais uma grande obra de Charlotte Brontë acaba de entrar para o nosso catálogo!

Villette narra a história de uma jovem vitoriana que vive na Inglaterra rural e se vê pobre e sem família. Sem esperança alguma no lugar onde vive, Lucy parte em busca de um futuro melhor. Após uma longa viagem de navio, ela acaba na cidade de Villette e em um internato de meninas burguesas comandado por Madame Beck. Em meio a tantas meninas ricas e atraentes, Lucy começa a se sentir feia e deslocada. Porém, ela se estabelece como professora de inglês e então, graças a sua inteligência e graciosidade, Lucy começa a ser notada por dois cavalheiros, doutor John e Monsieur Paul.

Esta obra é considerada quase que autobiográfica, pois Charlotte Brontë se baseou em vários acontecimentos de sua vida para criar Lucy. O romance tem muitos aspectos que se assemelham com a época em que Charlotte viveu na Bélgica. Lá ela trabalhou como professora em uma pensão, assim como sua heroína.

Em um artigo escrito para o The Telegraph, Lucy Hughes-Hallett, historiadora e biografa britânica, considera Villette como a obra mais importante de Charlotte. Hughes-Hallett alega que Villette foi uma obra tão inovadora para sua época que os críticos até hoje custam a encontrar palavras para retrata-la. Ela descreve a escrita de Charlotte como:

“uma escrita surpreendente, um livro no qual um conjunto de peças fantasmagóricas alternam com trechos de exploração psicológica, e em que a prosa maravilhosamente flexível de Brontë vira entre sagacidade mordaz e fluxo de consciência, no qual as curvas de sintaxe e fluxos pode se dissolver completamente no calor da loucura, da alucinação e do desejo desesperado.”

Um livro não só para quem é fã de Charlotte Brontë, mas para qualquer apreciador de uma boa literatura.

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ACABAMENTO: Brochura
AUTOR: Charlotte Brontë
TRADUÇÃO: Solange Pinheiro
PÁGINAS: 856
ISBN: 978-85-440-0115-8
FORMATO: 21 x 14 cm

Link de compra: martinclaret.net

Katherine Mansfield

km-portrait4Já escrevemos neste blog sobre muitas mulheres fortes que fizeram parte e contribuíram muito para a literatura mundial: Jane Austen, as irmãs Brontë, Florbela Espanca, etc. Mas hoje uma autora inédita em nosso catálogo merece atenção especial, Katherine Mansfield.

Katherine nasceu em 14 de outubro de 1888 na Nova Zelândia, ela era filha de um banqueiro e fazia parte da alta classe local. Sua vida foi marcada por polêmicas e transformações. Mudou-se para Londres em 1902 para frequentar o Queen’s College, antes de se tornar a famosa escritora, Katherine era uma violoncelista de talento, e só se dedicou à escrita ao voltar para a Nova Zelândia em 1906.

Cansada do estilo de vida provinciano de sua terra natal, Mansfield retorna a Inglaterra em 1908 e lá se entrega à vida boêmia. Este período de sua vida é marcado por peculiaridades, como por exemplo, o fato de conhecer, se casar e se separar do primeiro marido em três semanas.

Em 1911 lançou sua primeira coletânea de contos, chamada In a German Pension, porém o livro não foi um grande sucesso. Então, Katherine decidiu mandar seus contos para uma revista da época, a Rhythm. O editor da revista era John Murry, que rejeitou seus contos e pediu algo mais sombrio, Mansfield então lhe enviou The Woman at the Store, uma história de assassinato e doenças mentais. O conto foi um sucesso. O fato de Murry editar seus contos o aproxima de Katherine e os dois têm um relacionamento cheio de idas e vindas.

Durante a Primeira Guerra Mundial o irmão de Katherine, Leslie Heron Beauchamp, que servia o exército, morreu em combate. O luto pela perda do irmão e a nostalgia da vivência em sua terra natal influenciaram sua obra posterior.

Katherine também cultivou amizades com grandes escritores como D. H. Lawrence e Virginia Woolf.  Há boatos de que Virginia e Katherine mantiveram uma secreta relação amorosa. Virginia chegou a afirmar que a escrita de Katherine foi a única escrita que invejou.

Mansfield teve tuberculose e embora tenha tentado vários tratamentos, a sua saúde se deteriorou e em 1923 teve uma hemorragia fatal. Antes de falecer entregou para Murry vários manuscritos, o que garantiu a publicação de várias histórias póstumas.

Katherine Mansfield foi uma mulher muito a frente de seu tempo. Capaz de ignorar a tradição vitoriana, ter relacionamento com mulheres (algo impensável para a época) e produzir uma escrita que continua moderna até hoje, com contos recheados de fantasias e sonhos.

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A festa ao ar livre e outras histórias
Brochura
Tradução:Lenita Maria Rimoli Esteves
Páginas: 232
ISBN: 978-85-440-0118-9
23 x 16 cm

Link de compra: Martin Claret

Pamela

Samuel Richardson nasceu em Derbyshire em 1689. Ele era filho de um marceneiro e em 1706, mesmo com pouca escolaridade, tornou-se aprendiz de tipógrafo em Londres. Um tempo depois Richardson abriu sProcessed with VSCO with e5 presetua própria loja de tipografia e veio a tornar-se uma das figuras mais proeminentes no ramo. Porém, Samuel Richardson ficou conhecido mesmo por seus três romances, Pamela, Clarissa e A História de Sir Charles Grandison.

Pamela e Clarissa são as obras que mais possuem tradução para outros idiomas. Quando lançado em 1970, Pamela se tornou um sucesso de vendas, porém o livro causou estranheza devido à sua natureza libidinosa.

Graças a esta obra, Richardson foi incluído no Index Librorum Prohibitorum, que era uma lista criada pelo Papa em 1550 onde nela eram incluídos os textos proibidos para os leitores católicos. Esse Index só seria revogado em 1966.

 

Pamela conta a história de uma jovem criada de 15 anos que sofre as investidas de um patrão aristocrata. Ele, apaixonado, força para que Pamela ceda aos seus encantos. Porém, a jovem Pamela segue firme em suas convicções e virtudes.Processed with VSCO with c3 preset

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Top 5 – Os piores vilões

Depois de criar uma lista sobre as cinco protagonistas femininas mais incríveis, resolvemos criar uma antítese e listar os cinco piores vilões da literatura mundial. Em quase toda história há o personagem com um bom caráter, que se preocupa com os sentimentos dos outros e há também o seu oposto, seu antagonista, aquele que age de maneira cruel e implacável.

Listamos os mais cruéis de todos os tempos (segundo votação da nossa equipe).

diabo2-thumb-800x973-77192        1º lugar – Mefistófeles (Fausto) – Fausto negocia com Mefistófeles viver por vinte e quatro anos sem envelhecer, mas para que isso aconteça, ele entrega sua alma a Mefistófeles. Fausto conhece o amor de Margarida e decide então que não quer mais ir para o inferno, porém Mefistófeles é implacável com o jovem doutor.

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2º lugar – Professor Moriarty (O Problema Final – Contos) – Ele é o antagonista do detetive Sherlock Holmes. O único que talvez tenha uma inteligência que chegue perto da de Holmes ou até mesmo que a supere. Professor Moriarty está por trás de todos os grandes crimes de Londres sem ao menos ter seu nome vinculado a eles. Moriarty chega a tramar a morte de Holmes.

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3º lugar – Javert (Os miseráveis) – É um personagem metódico e racionalista. Cego pela lei e pela ordem é um homem incapaz de demonstrar qualquer compaixão. Javert é o responsável por infernizar a vida do ex-condenado Jean Valjean. 

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4º lugar – Juliana (O primo Basílio) – Ela é a criada da casa de Luísa e é, talvez, a mais complexa personagem da obra de Eça de Queirós. Juliana é uma mulher magra, feia e solteirona que se vê desesperada ao perceber que nuca deixará de ser empregada. Com todo esse amargor gerado por sua condição, Juliana inferniza a vida de Luísa quando descobre que ela trai o marido. As chantagens e malvadezas de Juliana são tão grandes que nos fazem ter dó da pobre Luísa.

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5º lugar – Shere Khan (Mowgli) – É um tigre de bengala que tenta matar Mowgli. A motivação de Khan é clara: ele quer matar Mowgli para que ele não cresça e vire um caçador, ameaçando sua vida na floresta, além, é claro, de querer se deliciar com Mowgli como prato principal. O que faz de Khan um vilão perfeito é a sua calma, ele trata a caçada como algo esportivo, o que não deixa de ser cruel.

Top 5 – Incríveis protagonistas femininas

A literatura mundial é recheada de personagens incríveis! E eles estão presentes em todas as épocas desde que o homem desenvolveu a capacidade de escrever.  Podemos citar vários exemplos aqui, como Odisseu de Homero, Candido de Voltaire, Peter Pan de J. M. Barrie entre muitos outros.

Neste post, resolvemos fazer um passeio pela literatura mundial através das cinco protagonistas mais fortes do nosso catálogo. É claro que nossa lista foi baseada na opinião de nossa esquipe, o que não significa que não há mais que cinco, ou outros nomes de personagens maravilhosas que poderiam fazer parte dessa relação.

 

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Lady Macbeth (A tragédia de Macbeth) – é uma das personagens principais na tragédia de Shakespeare, esposa do nobre escocês Macbeth. Uma mulher forte, poderosa e persuasiva, Lady Macbeth convence seu esposo a matar o rei Ducan, o então rei da Escócia, e desta forma ela e seu marido assumem o reinado.

 

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Margaret Hale (Norte e Sul) – Embora tenha sido criada para ser uma dama perfeita, Margareth sonha em viver nos campos, sob o céu azul. Porém ela é forçada a se mudar do sul campestre para o norte industrializado e lá vê as mazelas das fábricas e de seus trabalhadores, reflexos da Revolução Industrial. Elizabeth é solidaria a condição desses homens e mulheres. Além de se tornar amigas deles, ela assume o papel de mediadora entre o dono da fábrica e essas pessoas sofridas.

 

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Capitu (Dom Casmurro) – Uma mulher forte e nas palavras de seu próprio ex-marido, Bentinho, possuía “olhos de ressaca” que o tragavam. Durante boa parte da obra de Machado de Assis, Capitu é acusada de adultério por Bento, que também é o narrador da obra, o que deixa claro para o leitor que a realidade da história será pautada pela visão dele. Capitu é uma personagem forte e envolvente. Passa todas as criminações de Bento de cabeça erguida e após o ápice da loucura de seu ex-marido, Capitu cria sozinha seu único filho.

 

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Elizabeth Bennet (Orgulho e preconceito) – Uma moça ousada, inteligente e firme em suas convicções. Lizzy é capaz de recusar um casamento com o herdeiro de todos os bens da família por simplesmente não amá-lo (além do fato de o jovem Mr. Collins ser um perfeito tolo). Ela só aceita casar-se com Mr. Darcy quando vê nele um homem justo e integro, e não o esnobe que ele aparentava ser.

 

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Jane Eyre (Jane Eyre) – Esta personagem de Charlotte Brontë é a personificação da mulher independente. Apesar da infância difícil e dos muitos desafios que enfrenta em sua vida adulta como governanta, sem contar o relacionamento altamente conturbado com seu empregador, o Sr. Rochester, Jane mostra que as mulheres da época eram capazes de trabalhar, sonhar e ter uma vida digna, com ou sem marido.

H. P. Lovecraft

HPLH. P. Lovecraft não é conhecido como o Gênio do Terror à toa. O autor norte-americano revolucionou o gênero do terror e da ficção científica na literatura estadunidense. Nasceu em 1890 em Rhode Island e veio a falecer 46 anos depois no mesmo local.

Lovecraft possui uma vasta lista de obras, porém seus textos mais publicados e famosos são os contos. O autor dizia que na hora de escrever era diretamente influenciado por seus sonhos e pesadelos, e isso contribuiu para que sua obra fosse marcada pelo subconsciente e por seu caráter simbolista. Edgar Allan Poe e Lord Dunsany foram grandes influências na escrita de Lovecraft.

Neste mês, nós da Editora Martin Claret, temos o orgulho de lançar uma coletânea de contos deste grande autor. O desenvolvimento deste livro foi criterioso, escolhemos os contos mais marcantes e especiais, e fizemos questão de incluir um rico texto “O horror sobrenatural em literatura” escrito pelo próprio Lovecraft, onde ele explica sua visão e paixão sobre vários temas como o Romance Gótico, Poe, a origem dos contos de terror, etc.

São 45 contos no total, e entre eles estão “O chamado de Cthulhu” que narra a história de criaturas que se assemelham a monstros marinhos, mas na verdade são estranhas espécies alienígenas que vieram à Terra antes do nascimento da espécie humana. Outro grande conto presente no livro é “Os gatos de Ulthar” que apresenta a história de cidadãos de uma vila que são atormentados por um casal que possui o costume de capturar os gatos da região.

Uma obra incrível e indispensável para amantes da literatura fantástica.

Adquira seu exemplar aqui: Loja Martin Claret
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Contos de Terror II

E para fechar o ano com chave de ouro, acaba de chegar na editora a continuação da série Contos de Terror, neste Tomo II estão presentes as histórias de seis grandes autores da literatura fantástica: Ambrose Bierce, Elizabeth Gaskell (sim, a nossa grande autora de Norte e Sul também escrevia contos assustadores), Arthur Conan Doyle (que neste conto deixa de lado seu grande personagem, Sherlock Holmes) , Bram Stoker, Charles Dickens e Walter Scott.

Um fato curioso envolve dois autores deste Tomo, Elizabeth Gaskell teve a ajuda de Charles Dickens, de quem era muito amiga, para publicar vários de seus contos fantasmagóricos em sua revista Household Words.

A história da velha babá, o conto de Gaskell presente nessa obra conta a história de uma velha babá, Hester e um acontecimento de sua juventude. Escolhida para trabalhar como babá em uma casa de família rica, Hester, após o falecimento de seus patrões, se vê responsável por continuar cuidando da jovem Rosamond, filha do casal, e levá-la à Casa Senhorial dos Furnivall, onde morava uma tia-avó do pai da pequena. Porém, coisas estranhas começam a acontecer na casa, Hester pode ouvir o som de um órgão sendo tocado, mesmo que o único órgão da casa estivesse quebrado e uma estranha presença passa a atormentar a pequena Rosamond.

Os outros contos do livro são igualmente horripilantes!

No Tomo I, estão presentes Rudyard Kipling, Ambrose Bierce, Lovecraft e Nathaniel Hawthorne, o escritor de A Letra Escarlarte.

O conto de Lovecraft narra a história de um vilarejo que se vê em perigo quando um meteoro cai na propriedade de um dos fazendeiros locais e traz consigo uma estranha aberração cromática que afeta a flora e a fauna da região.

Os dois livros possuem contos que contemplam o que há de mais fascinante na literatura fantástica.

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Contos de terror – Tomo II
Autores:  Elizabeth Gaskell; Arthur Conan Doyle; Bram Stoker; Charles Dickens e Walter Scott
ISBN: 978-85-440-0097-9
Tradutor: Bárbara Guimarães
Paginas: 168
Formato: 14 x 21

Links de compra: Amazon; Livraria da travessa

Parabéns, Jane!!

Hoje é um dia muito especial para o universo da literatura. Nossa querida Jane Austen faz aniversário!!! E para comemorar, vamos falar um pouquinho sobre sua biografia.

Jane Austen nasceu em 16 de dezembro de 1775, em Steventon, uma cidade do condado de Hampshire, na Inglaterra. Ela foi a sétima filha do sacerdote George Austen e Cassandra Leigh. Ao todo a família Austen teve oito filhos, seis meninos e duas meninas, Jane e Cassandra, da qual ela era muito íntima. O retrato mais conhecido de Jane, que se encontra na Galeria Nacional de Arte, em Londres, foi feito por Cassandra. A família Austen possuía uma vasta biblioteca e isso influenciou a pequena Jane, que cresceu apaixonada pela literatura.

Em 1800, George Austen decidiu mudar-se com sua família para Bath e, embora Jane não apreciasse muito o local, foi nessa época que ela conheceu um homem que teria sido seu namorado, porém este moço veio a falecer repentinamente. Especula-se que tal fato possa ter afetado Austen, e muitos consideram este breve namoro como inspiração para a obra Persuasão.

Em 1805, o pai de Jane veio a falecer e isso deixou a família em apuros. Ela, sua mãe e irmã tiveram que se mudar para Chawton, onde seu irmão possuía uma propriedade.

Seu primeiro livro foi escrito quando tinha 17 anos, um romance chamado Lady Susan, e que mais parecia uma paródia do estilo sentimental de Samuel Richardson.

O seu segundo livro, Orgulho e Preconceito tornou-se sua obra mais conhecida, embora, inicialmente, tenha sido rejeitada pelos editores. Jane conseguiu publicar o romance Razão e Sensibilidade, cujo sucesso fez com que a editora publicasse livros anteriores de Jane, que haviam sido recusados. Os sucessos não pararam e vieram mais livros como Mansfield Park e Emma, com um estilo menos ágil e mais humorístico, sem perder a típica ironia austeniana.

Jane Austen faleceu em Winchester, um ano antes de serem publicadas suas grandes obras Persuasão e A abadia de Northanger. Seu poder de observação do cotidiano forneceu-lhe material suficiente para dar vida às suas personagens fortes, mulher determinadas e diferentes de seu meio. A crítica a considera a primeira romancista moderna da literatura inglesa.

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Mark Twain

Seu nome verdadeiro era Samuel Langhorne Clemens, mas ficou conhecido mesmo pelo pseudônimo de Mark Twain. Foi um grande escritor norte-americano e tornou-se famoso com dois romances: As aventuras de Tom Sawyer e a sua sequência As aventuras de Huckleberry Finn.

O nome Mark Twain foi retirado de um termo usado por barqueiros, que significa “duas marcas” na verificação da profundidade de rios.

Suas duas grandes obras marcaram a geração de 1870 americana. As aventuras de Tom Sawyer narra a história de Tom, um menino órfão que mora com sua tia Polly. Nesta obra Mark Twain utiliza o olhar ingênuo de uma criança para denunciar os preconceitos e a hipocrisia da sociedade. As aventuras de Huckleberry Finn surge como uma sequência, Huckleberry Finn, amigo de Tom Sawyer, vive inúmeras aventuras em uma balsa que vai pelo rio Mississipi. Este romance é considerado o marco fundador da narrativa americana, e foi um dos primeiros a registrar a fala comum de pessoas simples.

Para os fãs desse grande escritor, é possível visitar um museu todinho em sua homenagem. O local do museu é a casa onde Twain e sua esposa viveram de 1874 a 1891 (em 1891 Mark teve que vender sua casa por motivos econômicos) e fica localizada em Hartford, capital do estado de Connecticut. O museu possui visitas guiadas e embora nenhum dos objetos encontrados na casa tenham pertencido ao escritor, é possível se sentir na época em que Twain viveu, os ambientes foram recriados baseados em fotos e documentos que pertenceram a ele.

Para quem se interessar, o museu possui um site oficial contando um pouco de sua história: Mark Twain House

 

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